Suspeito de promover genocídio em Ruanda é detido

Um dos principais suspeitos pelo genocídio em Ruanda, que deixou cerca de 800 mil mortos, em 1994, foi preso ontem. Idelphonse Nizeyimana, ex-diretor dos serviços secretos ruandeses, foi detido em Uganda, segundo um porta-voz do governo ugandense. Nizeyimana foi levado hoje para o centro de detenção das Nações Unidas em Arusha.

AE-AP, Agencia Estado

06 de outubro de 2009 | 17h37

O Tribunal Penal Internacional para Ruanda, estabelecido em Arusha, na Tanzânia, confirmou a prisão de Nizeyimana. Em uma nota divulgada em seu site, o tribunal lembra que Nizeyimana era o segundo na hierarquia de comando dos serviços secretos ruandeses na época do massacre, entre abril e julho de 1994.

Cerca de 800 mil membros da minoria étnica tutsi e moderados da maioria hutu foram assassinados durante os cerca de cem dias de genocídio. O massacre começou horas após um avião que levava o presidente Juvenal Habyarimana ser derrubado, e o líder morrer.

Segundo o comunicado, "inicialmente foram apresentadas acusações contra ele conjuntamente com Tharcisse Muvunyi e Idelphonse Hategekimana", os outros dois acusados de genocídio e crimes contra a humanidade.

Nizeyimana é acusado de planejar e ordenar aos soldados vários assassinatos, entre eles, a execução da "antiga rainha de Ruanda, Rosalie Gicanda, uma figura simbólica para todos os tutsis", afirma a nota.

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