Suspeito de Times Square não agiu sozinho, estima ministro do Paquistão

Rehman Malik, da pasta do Interior, diz que país está disposto a ajudar os EUA nas investigações

Reuters

06 Maio 2010 | 12h26

PEQUIM - O Ministro do Interior do Paquistão, Rehman Malik, disse nesta quinta-feira, 6, que acha improvável que o paquistanês naturalizado americano acusado por uma tentativa fracassada de detonar uma bomba na Times Square, em Nova York, tenha agido sozinho.

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"De acordo com as informações disponíveis, ele diz que agiu sozinho. Eu tenderia a não acreditar nisso", disse Malik em entrevista concedida durante uma visita à capital chinesa. "Precisamos saber se ele foi incriminado, se foi usado por alguém... Ele faz parte de uma quadrilha de terroristas? Precisamos saber as respostas a todas essas perguntas."

 

Faisal Shahzad, de 30 anos, foi preso na noite de segunda-feira depois de ser retirado de um avião da empresa Emirates no aeroporto internacional John F. Kennedy, em Nova York, que estava prestes a decolar para Dubai. Ele pretendia retornar ao Paquistão.

Malik disse que o Paquistão ainda não recebeu um pedido formal de ajuda dos EUA, mas que está preparado a dar a esse país "toda a ajuda possível, apoio total" para levar os culpados à Justiça.

Tehreek-e-Taliban

 

O principal porta-voz do Taleban no Paquistão afirmou que o grupo não treinou nem recrutou Shahzad. "Nós nem conhecíamos ele. Nós não o treinamos", afirmou Azam Tariq, porta-voz do Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP). Ele falou por telefone, de um local não divulgado.

 

Um vídeo supostamente do TTP reivindicou a responsabilidade pela tentativa de atentado nos EUA. A credibilidade desse vídeo tem sido questionada por várias autoridades.

Autoridades americanas disseram que Shahzad admitiu ter recebido treinamento na fabricação de bombas em um reduto do Taleban e da Al-Qaeda no Paquistão. O paquistanês ainda disse ter ensaiado o atentado e ter agido sozinho.

Shahzad, que nasceu no Paquistão e se tornou cidadão americano no ano passado, foi acusado de tentativa de usar uma arma de destruição em massa e de tentativa de matar e mutilar pessoas nos EUA, além de outras acusações. Segundo os investigadores, ele colabora com os interrogatórios e admitiu estar envolvido.

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