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Suspeito de vazar dados para o WikiLeaks será julgado em corte militar

Acusado de 'colaborar com o inimigo', analista militar pode ser condenado à prisão perpétua

BBC

12 de janeiro de 2012 | 21h09

WASHINGTON - Um tribunal militar recomendou nesta quinta-feira, 12, que o analista do Exército Bradley Manning seja julgado em uma corte marcial. Ele é suspeito de vazar documentos secretos para o site WikiLeaks e, se for condenado, pode pegar prisão perpétua.

 

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Visto como herói por ativistas antiguerra e traidor por quem alega que o vazamento colocou vidas em risco, Manning passou de um desconhecido a uma pedra no sapato do governo americano.

 

Ele enfrenta mais de 20 acusações, incluindo uma de "colaborar com o inimigo", já que teria transmitido ao site centenas de milhares de documentos oficiais relacionados às guerras do Iraque e do Afeganistão, vídeos comprometedores e milhares de telegramas do Departamento de Estado americano. Manning está preso desde 2010 no Estado da Virgínia.

Decisão final

O Exército americano afirmou, por meio de um comunicado, que o tribunal militar concluiu que há provas suficientes de que o acusado cometeu os delitos dos quais é acusado. A recomendação desta quinta-feira agora será analisada por uma comissão de líderes militares e o comandante do distrito militar de Washington, o general Michael Linnington, vai tomar a decisão final.

A promotoria alega que Manning se comunicou diretamente com o fundador do WikiLeaks, Julian Assange. Os documentos publicados pelo site foram o maior vazamento de dados secretos da história americana. Entre eles estava um vídeo de 2007 mostrando o ataque de um helicóptero americano, no qual um jornalista e um civil foram mortos, além de 250 mil comunicados diplomáticos secretos.

Após ser preso, Manning foi levado para uma prisão militar em Quântico, no Estado da Virgínia. As condições de sua prisão causaram preocupação. Seu advogado disse que ele era obrigada a ficar nu, entre outras humilhações.

O porta-voz do departamento de Estado, PJ Crowley, pediu demissão após dizer que o tratamento militar dado a Manning inicialmente era "ridículo e contraproducente".

 

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