Francois Mori/AP
Francois Mori/AP

Suspeito do atentado contra ‘Charlie Hebdo’ é preso na África

Peter Cherif era próximo aos irmãos Kouachi e aguarda sua extradição para a França

Redação, O Estado de S.Paulo, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2018 | 13h28

PARIS – Autoridades francesas anunciaram nesta sexta-feira, 21, a prisão de Peter Cherif, suspeito de ser um dos autores intelectuais dos atentados contra a revista satírica "Charlie Hebdo", situada em Paris, em 2015. Ele foi pego em Djibouti, no nordeste da África, e era próximo dos irmãos Kouachi, que mataram 12 pessoas antes de serem mortos pela polícia

Conhecido também pelo pseudônimo de Abou Hamza, Cherif está sob detenção no pequeno país africano à espera de determinar a modalidade de sua extradição à França, de acordo com a mídia local. 

Segundo a rádio "France Info", Cherif era um dos terroristas mais procurados do mundo, incluído na lista negra do Departamento de Estado desde setembro de 2015. No entanto, seu nome não figura no documento da Promotoria francesa divulgado hoje após o final das investigações, no qual pede que 14 pessoas sejam julgadas por relação com os terroristas do ataque à revista e os atentados cometidos por Amedy Coulibaly em um supermercado judeu da capital no dia seguinte.

Os investigadores não conseguiram, por enquanto, demonstrar o vínculo direto de Cherif com aquela ação, a primeira de uma longa série de atentados que deixaram 251 mortos na França.

Veterano do jihadismo, o suspeito, de 36 anos, conhecia os irmãos Kouachi desde o final da década de 90. Os investigadores consideram que a partir de 2003 Cherif se radicalizou, e meses mais tarde, viajou ao Iraque através da Síria. Foi um dos primeiros franceses a viajar para o terreno de atuação do Estado Islâmico (EI).

Preso pela coalizão que combatia o EI e condenado no Iraque a 15 anos de prisão, escapou em março de 2007 e foi detido de novo pelas forças francesas na Síria no ano seguinte.

Extraditado à França, a justiça não impôs medidas cautelares, por isso que fugiu antes que houvesse sentença ditada contra ele. Os serviços secretos franceses acreditam que se dirigiu ao Iêmen e os investigadores consideram que os irmãos Kouachi mantiveram conversas telefônicas com ele. / EFE

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