Middle East Monitor/Handout via REUTERS
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Suspeito em caso de sumiço de jornalista morre em acidente de carro

Segundo o jornal turco 'Yeni Safak', Meshaal Saad M. Albostani pode ter sido 'silenciado'

O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2018 | 21h13

ISTAMBUL - Um dos 15 homens que estiveram no consulado da Arábia Saudita em Istambul quando o jornalista Jamal Khashoggi foi visto pela última vez, no último dia 2, morreu em um misterioso acidente de carro, informou nesta quinta-feira o jornal governista turco Yeni Safak, embora sem citar fontes.

O homem foi identificado pelo jornal - muito próximo do governo turco - como Meshaal Saad M. Albostani, um oficial da Força Aérea da Arábia Saudita e nascido em 1987.

A publicação também afirma que existem "rumores de que (Albostani) poderia ter sido silenciado", ou seja, assassinado, e "não existe nenhuma informação sobre os detalhes do acidente que causou a morte de Albostani".

Segundo vários veículos de imprensa turcos, o saudita chegou à Turquia na madrugada de 2 de outubro, à 1h45 (horário local; 19h45 do dia 1º em Brasília), se hospedou em um hotel, e deixou o país no mesmo dia, durante a noite, a bordo de um avião particular.

As autoridades turcas divulgaram na semana passada imagens de câmeras de segurança de um total de 15 sauditas, entre eles um legista, que chegaram a Istambul no mesmo dia em que Khashoggi desapareceu após entrar no consulado e deixaram a Turquia poucas horas depois.

As autoridades turcas continuam analisando as provas coletadas por seus peritos no consulado saudita e na residência do cônsul saudita em Istambul para encontrar pistas do paradeiro do jornalista desaparecido.

Uma das linhas de investigação é de que o jornalista, de 59 anos de idade, foi torturado e decapitado dentro do consulado, embora até agora a Turquia não tenha culpado oficialmente a Arábia Saudita pelo suposto crime. / EFE

 

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