Suspeito foi perseguido antes de atentado, diz testemunha

Imobiliária afirma que documentos de locatário foi levado por oficiais no sábado

Agencia Estado

02 Julho 2007 | 09h54

A Polícia londrina estaria perseguindo os suspeitos detidos pelo atentado em Glasgow minutos antes do ataque ao aeroporto, segundo informações de um agente imobiliário britânico nesta segunda-feira, 2. Enquanto isso, oficiais britânicos intensificaram a caçada pelos suspeitos da Al-Qaeda que estariam ligados às recentes tentativas de atentado no Reino Unido.Daniel Gardiner disse que policiais contataram sua empresa contatada depois do rastreamento de ligações telefônicas supostamente relacionadas ao desarmamento dos ataques em Londres na sexta-feira. "A polícia queria saber quem havia ligado para um certo número de telefone", disse. A Polícia ainda deixou um cartão na residência do colega de Gardiner no sábado, pedindo que ele entrasse em contato com autoridades. Os oficiais estariam interessados em um locatário que alugou uma casa por seis meses. No domingo, a polícia realizou buscas em uma casa alugada pela empresa de Gardiner em Houston, nas proximidades de Glasgow.A Polícia britânica também entrevistou funcionários da empresa de Gardiner e levou toda a documentação do locatário.Apesar da relutância do governo britânico em fornecer os nomes dos detidos, moradores dos bairros em que os suspeitos foram presos disseram que estes seriam médicos ou estudantes de medicina."Esse não é o tipo de gente que anda com documentos de identidade verdadeiros", disse a fonte, que falou sob condição de anonimato.Segundo vários jornais britânicos e a rede de TV Sky News, dois dos homens presos seriam médicos com atuação em hospitais britânicos. As polícias de Londres e Glasgow se recusaram em comentar a informação. Na sexta-feira, foram descobertos dois veículos carregados com gasolina e gás propano em Londres prestes a explodir. No sábado, dois homens jogaram um jipe em chamas contra o terminal 1 do aeroporto de Glasgow, na Escócia. A Polícia procura uma sexta pessoa ligada aos atentadosfracassados, depois que cinco foram presas no fim de semana.Alerta dos EUASobre as especulações da imprensa de que os serviços secretos dos EUA tinham advertido o Reino Unido de que Glasgow podia ser alvo de um ataque terrorista, a ministra britânica de Interior, Jacqui Smith, disse que essa é uma informação incerta. A ministra afirmou ainda que não queria falar de coisas que não são seguras e acrescentou que as especulações não ajudam na investigação da Polícia.Smith também negou nesta segunda que só a sorte evitaria um massacre nos atentados frustrados contra o Reino Unido, e insistiu que o governo faz esforços para proteger a população.A ministra pretende explicar nesta tarde no Parlamento a resposta do governo à ameaça terrorista.Em declarações a rede GMTV, Smith disse que foram o trabalho da Polícia, dos serviços secretos e a vigilância da população que evitaram um desastre."Não acho que foi sorte. Acho que as pessoas estão com o olho atento, acho que os policiais são incrivelmente corajosos, acho que os serviços secretos olham muito cuidadosamente", ressaltou. "Todas estas coisas não só foram muito importantes neste fim de semana, mas continuarão sendo", disse a ministra."Acho que é importante esperar até sabermos quem esteve envolvido", insistiu.

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