Suspeito teria admitido participação em atentados contra Bali

O suposto chefe de operações do grupo extremista Jemaah Islamiyah, Mukhlas, teria confessado participação no planejamento dos atentados de 12 de outubro contra Bali, fornecendo aos investigadores as maiores evidências de que a organização está por trás dos ataques que deixaram 200 mortos, informou a polícia nesta quinta-feira. A prisão de Mukhlas, também conhecido como Ali Gufron, poderia fornecer ainda um importante panorama sobre os trabalhos da Jemaah Islamiyah - um grupo supostamente ligado à rede extremista Al-Qaeda que pretende criar um Estado islâmico no sudeste da Ásia e teria planejado uma série de ataques frustrados contra alvos ocidentais na região. Diversos governos estrangeiros acreditam que a Jemaah Islamiyah esteja por trás dos atentados de 12 de outubro, mas a polícia indonésia vem agindo com aparente cautela antes de atribuir ao grupo a responsabilidade pela violência. Porém, essa postura pode mudar à medida que a polícia interroga Mukhlas, detido na terça-feira junto a outras oito pessoas numa série de ações da polícia na cidade de Solo, região central da Indonésia. De acordo com os policiais, ele vem cooperando com as investigações, fornecendo detalhes sobre sua participação nos atentados e seu relacionamento com a Jemaah Islamiyah. "Mukhlas confessou ser membro da Jemaah Islamiyah", garantiu o general Made Mangku Pastika. "Mas ele disse que não há relações de supervisão ou subordinação na Jemaah Islamiyah. Todos eles são líderes." Segundo Pastika, Mukhlas também admitiu ter participado de reuniões em Solo no início de agosto para planejar o ataque contra ilha indonésia de Bali.

Agencia Estado,

05 Dezembro 2002 | 16h48

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