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Justiça do Zimbábue indicia suspeitos de ajudar a matar leão

Caçador e fazendeiro teriam recebido US$ 55 mil para ajudar dentista a atirar no animal, que era um dos mais queridos do país

O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2015 | 12h33

HARARE - Os dois suspeitos de terem ajudado o dentista americano Walter Palmer a matar o leão Cecil - o animal mais famoso do Zimbábue - em um safári no país, foram libertados sob fiança depois de uma audiência preliminar em um tribunal de Harare nesta quarta-feira, 29. Eles teriam recebido US$ 55 mil para ajudar Palmer a localizar, matar o animal e tentar encobrir as circunstâncias da morte. 

Ambos, que atuaram como guias do americano, foram indiciados por caça ilegal e podem ser condenados a 15 anos de prisão. Um deles, identificado como Theo Bronkhors, teve a licença de caçador suspensa. O outro é o fazendeiro Honest Ndlovu, em cujo terreno foi encontrado o corpo decapitado do leão. 

Segundo a Força Tarefa de Conservação Animal do Zimbábue, o leão foi ferido com uma flecha e depois morto a tiros no Parque de Gwai, o que é ilegal. Então, seu corpo foi amarrado a um carro para tirá-lo da reserva natural  e transferido para a fazenda de um dos guias.  

"Ao que tudo indica, o dentista e seus guias tiraram Cecil do parque com comida para matá-lo em uma propriedade particular", disse por meio de nota a ONG Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta). "Se isso ocorreu, Palmer tem de ser extraditado, indiciado e,  preferivelmente, enforcado."

 

Palmer, que retornou para os Estados Unidos, admitiu ter matado o leão, mas disse que não sabia que ele era um animal bastante querido no Zimbábue e alegou ter todas as licenças necessárias para a caça. /AP 

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