REUTERS/Eric Gaillard
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Suspeitos de ajudarem autor do atentado em Nice irão ao tribunal nesta quinta

Um dos detidos é um jovem de 22 anos, que recebeu uma mensagem de Mohamed Lahouaiej Bouhlel 15 minutos antes do ataque em que pedia mais armas

O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2016 | 09h39

PARIS - Cinco pessoas detidas para prestar depoimento pelo ataque ocorrido no Dia da Bastilha na cidade francesa de Nice na semana passada se apresentarão a um tribunal nesta quinta-feira, 21, e poderão ser colocadas sob investigação formal, disse uma fonte judicial.

Os suspeitos já foram transferidos de custódia da unidade antiterrorismo francesa para o tribunal de Paris onde serão acusados.

O Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque cometido por Mohamed Lahouaiej Bouhlel, de 31 anos, que jogou um caminhão contra uma multidão, deixando ao menos 84 mortos.

Em um breve mensagem, a Promotoria de Paris - única com experiência em matéria antiterrorista na França - afirmou que serão anunciadas as acusações de quatro homens e duas mulheres, com idades entre 22 e 42 anos.

O mais jovem, detido no sábado, foi quem recebeu uma mensagem de celular de Bouhlel apenas 15 minutos antes do ataque no Passeio dos Ingleses. No texto, o terrorista pedia mais armas ao homem de 22 anos, identificado por veículos de imprensa local como Ramzy A.

De acordo com as declarações do jovem durante seu interrogatório, a arma usada pelo autor do massacre contra os policiais pouco antes de ser morto tinha sido fornecida por um albanês - apresentado como Artan -, que está preso desde quinta-feira e também comparecerá ao tribunal.

Os investigadores também prenderam no domingo um homem que havia entrado em contato com Bouhlel e que aparece como o destinatário da remessa de armas que ele pediu pouco antes de cometer o ataque.

Na quarta-feira, autoridades encontraram um fuzil AK-47 atribuído a Ramzy, durante uma investigação para esclarecer as cumplicidades e os preparativos do atentado, revelou o canal iTélé. Junto ao fuzil havia uma bolsa com munições, que não eram correspondentes a essa arma. / EFE e Reuters

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