REUTERS/Eva Plevier
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Suspeitos de envolvimento na queda de avião malaio na Ucrânia serão julgados em 2020

Depois de analisar 150 mil conversas telefônicas, equipe de investigação acusa três russos e um ucraniano de envolvimento no incidente do voo MH17 da Malaysia Airlines, em julho de 2014, que deixou 298 mortos

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2019 | 09h47

NIEUWEGEIN, HOLANDA - A Equipe de Investigação Conjunta (JIT) responsabilizou nesta quarta-feira, 19, três russos e um ucraniano pelo envolvimento na queda do voo MH17 da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia em 2014, que serão levados diante da Justiça na Holanda em 2020.

Em entrevista na cidade holandesa de Nieuwegein, o promotor-chefe holandês, Fred Westerbeke, e o chefe da polícia, Wilbert Paulissen, anunciaram que serão emitidas ordens de detenção internacional para os russos Sergei Dubinski, Oleg Pulatov e Igor Girkin, e para o ucraniano Leonid Kharchenko.

Além disso, será feito um pedido à Rússia para que interrogue os suspeitos como assistência legal ao processo judicial, embora não seja possível reivindicar "a extradição dos mesmos porque a Constituição, tanto da Rússia como da Ucrânia, proíbem a entrega de seus cidadãos" a outros países.

Holanda e Austrália responsabilizaram formalmente a Rússia pela queda do avião porque uma brigada do país forneceu o sistema que lançou o míssil BUK que provocou essa tragédia, na qual morreram 298 pessoas.

Os acusados poderão ser julgados à revelia porque não é esperado que a Rússia entregue os suspeitos, segundo a JIT.

Os investigadores do grupo Bellingcat, que analisaram 150 mil conversas telefônicas entregues pelos serviços de segurança da Ucrânia, publicaram nesta quarta-feira um novo relatório no qual identificam, com nomes, sobrenomes e fotografias, oito agentes russos e insurgentes ucranianos envolvidos nessa tragédia.

Em 17 de julho de 2014, o voo MH17 da Malaysia Airlines foi derrubado no leste da Ucrânia, zona de conflito armado entre o Exército do país e os separatistas pró-Rússia, o que causou a morte das 298 pessoas que estavam a bordo, entre elas 193 holandeses.

O voo MH17 fazia a rota de Amsterdã para Kuala Lumpur e foi abatido por um míssil terra-ar disparado de uma zona controlada por milícias separatistas pró-Rússia e o Conselho de Segurança da Holanda concluiu que tratava-se de um míssil Buk de fabricação russa. / EFE e AFP

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