Suspeitos de matar adolescente palestino são indiciados em Israel

Promotoria acusou formalmente um adulto e dois menores por assassinato e racismo; identidade dos acusados é mantida em sigilo

O Estado de S. Paulo

17 Julho 2014 | 09h13

JERUSALÉM - A Promotoria israelense indiciou nesta quinta-feira, 17, um adulto e dois menores israelenses pela morte do adolescente palestino Mohamed Abu Khder há duas semanas.

A denúncia, que inclui as acusações de assassinato e racismo, foi apresentada esta manhã ao tribunal de distrito de Jerusalém. As identidades dos acusados, um homem de 27 anos e dois menores de 16, continuam sob sigilo, segundo a imprensa local.

De acordo com a acusação, os três mataram no dia 1.º de julho Khder no bairro de Shuafat, em Jerusalém, como vingança pelo desaparecimento e morte de três adolescentes israelenses, encontrados mortos dias antes na Cisjordânia.

De acordo com o Canal 10 da televisão israelense, que teve acesso aos autos, o adulto vive no assentamento de Adam, na Cisjordânia, um dos menores mora em Jerusalém e o outro em Bet Shemesh, 20 quilômetros a oeste de Jerusalém.

A emissora detalhou que o adulto dirigia o veículo em que Khder foi colocado depois de ser atraídos pelos dois menores. Os acusados, que tinham como objetivo vingar a morte dos israelenses, estiveram várias horas em Jerusalém Oriental procurando uma vítima propícia, acrescentou a emissora.

A acusação também diz, segundo o Canal 10, que após avistar Khder, os agressores exitaram por alguns instantes porque estavam em dúvida entre ele ou abordar outro palestino que pegava carona na região.

O sequestro ocorreu pela noite. Os acusados bateram em Khder dentro do veículo e depois o levaram a uma floresta nos arredores de Jerusalém, onde o queimaram. A autópsia preliminar do corpo do adolescente determinou que ele sofreu um forte impacto na cabeça e foi queimado ainda vivo.

Os crimes causaram graves distúrbios em Jerusalém e outras partes da região, contribuindo para a atual escalada de violência entre Israel e o Hamas. /EFE

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