Suspeitos de planejar atentado são presos

Delinqüentes queriam matar Obama

Lourival Sant?Anna, DENVER, EUA, O Estadao de S.Paulo

27 de agosto de 2008 | 00h00

Três homens foram presos em Denver sob suspeita de planejar o assassinato do candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama. As prisões envolveram a polícia estadual do Colorado, o FBI e o serviço secreto americano. Os homens portavam dois fuzis com mira telescópica, 80 balas para os fuzis, um colete à prova de balas, walkie-talkies e dezenas de gramas de metanfetamina, e disseram ser contra a eleição de um negro para a presidência.O procurador da República no Colorado, Troy Eid, afirmou que Obama não correu riscos, e que o serviço secreto e a polícia ainda estão investigando se os três homens têm relação com algum grupo. ''Não temos evidências até o momento de que se trate de uma conspiração'', disse Eid, em entrevista coletiva ontem à tarde. ''Mas não descartamos nenhuma possibilidade." O procurador acrescentou que "pessoas drogadas com metanfetamina podem fazer coisas incrivelmente estúpidas". Uma mulher não-identificada que estava com os homens disse tê-los ouvido dizendo que "não acreditavam como um negro poderia estar tão perto de se tornar presidente". Um dos presos, Nathan Dwaine Johnson, disse ao agente do serviço secreto que o prendeu que "não tinha nenhum motivo político para matar Obama, a não ser o fato de ele ser negro". Eles se hospedaram no Hotel Hyatt de Denver porque acreditavam que Obama também estava hospedado lá. Os outros presos foram identificados como Tharin Robert Gartrell e Shawn Robert Adolf. Todos tinham passagens pela polícia por furto, porte de arma e drogas. Gartrell foi o primeiro a ser preso, no domingo, quando dirigia uma caminhonete de forma errática por uma avenida de Denver. Ele levou a polícia aos outros suspeitos. Ontem, cerca de 100 manifestantes foram detidos depois de terem sido contidos pela polícia com spray de pimenta e balas de borracha a pouco mais de 2 quilômetros do local da convenção democrata, o Pepsi Center. Eles foram acusados de bloquear as ruas e causar tumultos. A região em torno do Pepsi Center está cercada por um aparato de segurança, que mobiliza a polícia, o Exército e até mesmo agentes com a inscrição "Serviço Secreto" impressa no colete a prova de balas. A convenção atraiu a Denver manifestações de todos os tipos: contra o aborto, defendido por Obama; contra a guerra no Iraque, rejeitada pelo senador; de simpatizantes de Hillary Clinton, derrotada por Obama nas primárias; de apoio ao candidato republicano John MacCain; e até mesmo de grupos que não têm ligação direta com a eleição americana, como a seita chinesa Falun Gong, reprimida na China.

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