Suspeitos libertados teriam voltado à jihad

Segundo Pentágono, 61 ex-presos de Guantánamo voltaram à luta

Reuters e AP, Washington, O Estadao de S.Paulo

14 de janeiro de 2009 | 00h00

Suspeitos de terrorismo libertados da base de Guantánamo estão retornando cada vez mais rapidamente ao combate contra os EUA e seus aliados, informou ontem o Departamento de Defesa americano. Segundo o porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell, o governo dos EUA confirmou 18 casos de ex-presos de Guantánamo que voltaram a grupos jihadistas e suspeita que outros 43 ex-detentos seguiram o mesmo caminho.Morrell não deu detalhes sobre os reincidentes nem mencionou suas nacionalidades. Mas assinalou que os números, atualizados em fins de dezembro pela Agência de Inteligência e Defesa do Pentágono, refletem um crescimento na taxa de reincidência em relação ao levantamento anterior - divulgado em março -, segundo o qual 37 ex-presos tinham voltado à jihad.Desde 2002, pelo menos 500 suspeitos foram libertados ou transferidos para prisões de seus próprios países depois de terem passado por Guantánamo. Segundo estimativas de organizações independentes, 255 suspeitos, de várias nacionalidades, seguem na prisão da base naval instalada a leste da Ilha de Cuba - quase todos, sem acusação formal.Espera-se que o presidente eleito, Barack Obama, ordene formalmente, na primeira semana de governo, o fechamento da prisão. Mas a desativação do centro de detenção não deve ser efetivado antes de um ano, por causa da questão da transferência dos presos.

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