Suspeitos por envolvimento em ataques no Sinai são detidos

A polícia egípcia deteve 10 suspeitos de envolvimento nos atentados que atingiram um balneário egípcio na península do Sinai nesta segunda-feira, matando pelo menos 24 pessoas e ferindo mais de 80 - grande parte deles estrangeiros. Os ataques acontecem durante a alta temporada turística e durante as comemorações de um feriado nacional egípcio. Foi o terceiro ataque terrorista a um balneário da região em menos de dois anos. O atentado também parece ter causado uma fissura entre os membros "linha-dura" da Al-Qaeda e outros grupos muçulmanos radicais, como o Hamas, que já declarou que condena os ataques, dizendo que seus ataques são voltados somente para Israel. As forças de segurança disseram que detiveram as 10 pessoas com objetivo de investigá-las. Três delas chegaram em Dahab um dia antes do ataque e tentaram deixar o balneário 15 minutos após as explosões em um carro com uma placa falsa. A polícia disse que ainda não tem conhecimento se as explosões foram causadas por suicidas ou foram ativadas remotamente. "Ainda não temos uma teoria clara", disse o porta-voz do Gabinete, Magdy Rady, à Associated Press. Próximo do local onde ocorreu a primeira explosão, um pequeno sapato estava coberto de sangue sobre um carrinho de bebê. Testemunhas disseram que o carrinho pertencia a gêmeos estrangeiros que pareciam europeus. Um dos gêmeos estava dentro de uma loja com a mãe quando a explosão ocorreu, enquanto o outro ficou no carrinho do lado de fora, disse Mohammed Emad, de 16 anos, que vende temperos no mercado e que teve sua mão ferida por um estilhaço de vidro. O garoto disse que ele foi com a mãe e os gêmeos para o hospital, onde um dos bebês morreu e a mãe permanece seriamente ferida. O ministro do Interior egípcio, Habib el-Adly, disse que no total 23 pessoas morreram, sendo 20 delas egípcias e três estrangeiras. Mas fontes do hospital de Sinai disseram, nesta terça, que um egípcio morreu no hospital devido aos ferimentos, elevando o número de mortos para 24. Uma outra criança morta foi uma alemã, de acordo com o ministério do Interior do Egito e o Ministério do Exterior da Alemanha. A polícia disse que um russo e um suíço também foram mortos, mas el-Adly não confirmou.

Agencia Estado,

25 Abril 2006 | 12h55

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.