Suspensa a greve de trabalhadores da Petroecuador

A greve iniciada na terça-feira passada pelos trabalhadores das empresas subcontratistas da estatal Petroecuador foi suspensa neste domingo depois que o Governo se comprometeu a tramitar o pagamento imediato das dívidas, o que facilitará a pagar os salários atrasados. Os trabalhadores das empresas subcontratistas iniciaram a greve para pressionar o Governo de Alfredo Palacio a abonar as faturas que devia às empresas que prestam serviços a Petroecuador. O acordo assinado entre representantes do Governo e da empresas neste domingo tem sete pontos relacionados às condições trabalhistas dos trabalhadores, o pagamento de salários e a capacitação. Segundo o acordo, a Petroproducción, filial da Petroecuador, comprometeu-se a "tramitar o pagamento imediato de contas atrasadas" a fim de cancelar as dívidas aos trabalhadores "em sua totalidade" por parte das contratistas que, em muitos casos, não pagam os salários de seus empregados há três meses. A greve obrigou o Governo a decretar na terça-feira passada o estado de exceção nas províncias amazônicas petrolíferas de Orellana, Napo e Sucumbíos, que pode ser levantado neste segunda-feira, disse uma das pessoas presentes na reunião na cidade de Coca. Além disso, foi acertado hoje serão libertados Remigio Sornosa, Patricio Romo e Pedro Brunes, dirigentes sindicais dos trabalhadores, que foram detidos pelas autoridades durante o estado de exceção. A Petroproducción se comprometeu a exigir das companhias subcontratistas o pagamento pontual aos trabalhadores dentro dos primeiros dias imediatos ao mês de prestação do serviço. A greve dos trabalhadores das empresas subcontratistas provocou a suspensão parcial da produção de petróleo, o principal produto de exportação desta nação andina.

Agencia Estado,

13 Março 2006 | 02h07

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