Suspensão de contato militar com EUA isola ainda mais a Coréia do Norte

A Coréia do Norte suspendeu nesta quarta-feira o único contato militar regular entre os oficiais do seu Exército e o comando das Nações Unidas, liderado pelos Estados Unidos e responsável pela supervisão do cumprimento do armistício da Guerra da Coréia.O governo da Coréia do Norte acusa os EUA de estarem dispostos a atacar seu território e informou que reforçará suas defesas. A informação foi divulgada pela KCNA, a agência de notícias oficial do governo norte-coreano.O presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun, descartou como "carente de fundamentos" a supeita do governo do país vizinho de que os Estados Unidos teriam planos de estender a guerra contra o Iraque para a Península Coreana."Não haverá guerra na Península Coreana, já que todos nós não a queremos", garantiu Roh. Segundo ele, o governonorte-americano garantiu que a crise com a Coréia do Norte será solucionada pacificamente.Segundo o despacho da agência norte-coreana, os Estados Unidos ameaçam o governo de Pyongyang quando reforçam suas tropas na região e quando realizam manobras militares em território sul-coreano.O delegado chefe do Exército norte-coreano informou que não mais enviará nenhum representante ao encontro regular no posto de controle da fronteira de Panmunjom.Os dois países se reuniam regularmente na zona desmilitarizada entre as duas Coréias para discutir assuntos relacionados com o armistício de 1953, que interrompeu os combates da Guerra da Coréia.Tecnicamente, no entanto, os dois países ainda vivem uma situação de guerra, pois nunca se chegou a um acordo de pazentre as partes desde então.Em outubro do ano passado a tensão entre Estados Unidos eCoréia do Norte se intensificou depois que o governo deWashington acusou Pyongyang de ter admitido a existência de um programa secreto de armas nucleares. O governo norte-coreano nega a versão dos EUA.A interrupção dos contatos regulares, porém, tende a isolarainda mais a Coréia do Norte, devido às suspeitas que persistem sobre a existência do programa secreto de armas nucleares.

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