Suu Kyi pede cautela no envolvimento dos EUA com Mianmar

Ativista libertada recentemente pede que americanos vejam situação no país com realismo

estadão.com.br

19 de novembro de 2010 | 13h53

RANGUN - A ativista pró-democracia Aung San Suu Kyi disse nesta sexta-feira, 19, que a intervenção dos EUA em relação a Mianmar é um passo positivo, mas alertou Washington para ter cautela no envolvimento com o país asiático, segundo entrevista transmitida pelo canal americano CNN.

 

Veja também:

lista Suu Kyi: símbolo de resistência pacífica

 

"Há muitas pessoas que dizem que agora que os EUA se envolveram com o regime militar, estamos na ofensiva. Mas não creio que seja assim. Creio que o envolvimento dos americanos se dá por uma lente cor de rosa. Gostaria que o fizessem de forma realista", declarou a ativista.

 

Suu Kyi, libertada há poucos dias depois de permanecer 15 dos últimos 21 anos detida, mostrou-se disposta a dialogar com a Junta Militar que governa o país. A Nobel da Paz diz considerar trabalhar com os militares caso a gestão atual passe a ajudar o povo birmanês.

 

"Não descartamos a cooperação com os militares", disse ela, explicando que seu desejo por uma "revolução pacífica, sem violência, é de uma mudança significativa, e não dramática", segundo entrevista concedida à agência Reuters.

Tudo o que sabemos sobre:
Suu KyiMianmar

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.