Suu Kyi pode receber cartas da família e jornais internacionais

Concessões da Junta Militar acontecem em meio ao temores da greve de fome da líder opositora

Efe,

12 de setembro de 2008 | 03h15

A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) permitiu que a líder opositora Aung San Suu Kyi, que rejeita desde meados de agosto alimentos, receba cartas de familiares e jornais estrangeiros, informou nesta sexta-feira, 12, seu advogado. A concessão acontece em meio aos temores de que a vencedora do prêmio Nobel da Paz se encontre em greve de fome pela recusa dos militares a atender seus pedidos. Seu advogado, Kyi Win, explicou que Suu Kyi começará a aceitar de novo os alimentos. Uma das condições da líder opositor era a autorização para receber correspondências de seus filhos Alexander, 35 anos, e Kim, 31, que vivem no Reino Unido. A Junta Militar, que não se pronunciou sobre o assunto, costumava bloquear algumas das mensagens que Suu Kyi recebia. A Nobel da Paz poderá ler a partir de agora, por exemplo, as publicações americanas Time e Newsweek. Suu Kyi vive em uma casa junto ao lago de Rangun, a maior cidade de Mianmar, e tem a companhia de duas mulheres que a ajudam a cuidar de sua moradia. A líder opositora exigiu mais liberdade para as duas mulheres, que antes não podiam deixar a casa e que agora foram autorizadas a sair durante o dia, acrescentou seu advogado. Ela também poderá receber mensalmente seu médico pessoal, o que não lhe era permitido, apesar das promessas do governo.

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