Swat busca atirador que feriu duas pessoas

Um homem vestindo roupas de camuflagem e carregando um poderoso rifle de assalto abriu fogo nesta sexta-feira contra estudantes dentro da Universidade de Administração Case Western Reserve, ferindo pelo menos duas pessoas e deixando em pânico os alunos. A polícia cercou oprédio Peter B. Lewis logo após o início do ataque, por volta das 16 horas (horário local).Acredita-se que o atirador continue no prédio, com um número ainda incerto de estudantes. A porta-voz da faculdade, Marcie Hersh, disse que o homem continuava atirando 90 minutos após ter iniciado o ataque.A polícia pediu ao atirador que entrasse emcontato para discutir uma rendição, mas duas dúzias de oficias da Swat, com capacetes e roupas à prova de bala, entraram no prédio.Um dos feridos continua no prédio e não há informações sobre seu estado de saúde. Não há informações sobre outros feridos dentro do prédio. O segundo ferido, atingido na nádega, fora da universidade, foi levado para o hospital."Estamos todos tremendo e apavorados. Uma das garotas de nosso escritório está grávida de sete meses, e tentamos acalmá-la na medida do possível", disse Tracy Warner, de 30 anos,que está no terceiro andar do prédio, escondida com outros amigos.O estudante Sachin Goel, 29 anos, conseguiu escapar do prédio no momento do ataque. Ele estava próximo ao café da faculdade com dois amigos quando o atirador se aproximou e abriufogo. Um de seus amigos gritou como se tivesse sido atingido, enquanto os outros saltaram para debaixo de mesas buscando proteção. "Ele não conseguiu nos pegar. Mas voltou a atirarquando colocamos as mesas na nossa frente", disse."Ele tinha uma metralhadora, uma mochila de livros, camisa de camuflagem, uma boina militar verde e calças brancas", disse LeKisha Spencer, 28 anos, que trabalha na cantina do primeiro andar. "Ele apenas andava, mirava e disparava."Alberto DiFranco, 26 anos, aluno-assistente, disse que estava retornando do banheiro para a sua sala no primeiro andar quando viu gotas de sangue e estilhaços de vidro, e pessoas nomezanino gritando para que ele corresse. "Eu corri porque as pessoas me diziam ´vai, vai, vai!"Um número ainda desconhecido de pessoas continua preso dentro do prédio com medo do atirador. Cerca de 10% dos 1.600 alunos de administração estariam no prédio no início do ataque, calcula o diretor de desenvolvimento da Escola de Administração Weatherhead, Dick Bennett, que é um dos que estão ainda dentro da escola. "Acreditamos que os tiros começaram no primeiro andar", disse, por telefone, do terceiro andar do prédio Peter B. Lewis com mais oito membros da faculdade.A assistente-administrativa Bonnie Copes, 50 anos, está trancada em um escritório do prédio e diz que não pode sair, porque ainda escuta tiros. A universidade tem um total de 9.500 alunos.Janifer Davis disse que seu marido ligou avisando que está escondido em uma das salas do prédio. Ele teria pedido para não deixar que a polícia entrasse no prédio. "Ele estava falando bem devagar e realmente calmo. Ele estava falando bembaixo e nós conversamos por 18 segundos", disse Janifer, que estava com seu celular a um quarteirão do prédio.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.