Tablóide britânico grampeou telefones de príncipe William e de Kate

Juri reconheceu existência de gravações contendo conversas privadas entre o casal real feitas em 2006 pelo jornal News of the World

19 de dezembro de 2013 | 16h31

O tribunal que julga o caso de escutas telefônicas ilegais do tabloide britânico The News of the World revelou que o diário monitorava conversas privadas entre o príncipe William e a duquesa de Cambridge, Kate Middleton, hoje sua mulher. As gravações foram feitas quando os dois ainda eram namorados, em 2006. Na época, o jornal era comandado pelos editores Rebekah Brooks e Andy Coulson.

Nas conversas, William usa apelidos carinhosos com a namorada e fala de amenidades e do cotidiano. As chamadas telefônicas do príncipe Harry, irmão de William, também foram monitoradas. Uma delas um homem não identificado deixa uma mensagem para o filho de Charles e Diana imitando sua namorada da época, Chelsy Davy.

É a primeira vez que o júri do caso reconhece que o telefone pessoal da duquesa de Cambridge foi violado. Além de Rebekah e Coulson, o editor que cobria a família real para o jornal, Clive Goodman, e outros quatro membros da quipe do jornal foram acusados de conspiração para interceptação ilegal de comunicação.

Na época do grampo, o príncipe William servia o Exército em um treinamento em Sandhurst. Num dos telefonemas, ele diz quase ter se ferido em um exercício. Em outra mensagem, o herdeiro do trono britânico diz que vai caçar animais silvestres com beagles e convida a namorada para acompanhá-lo.

"Estive correndo nas florestas de Aldershot, perseguindo sombras e me perdi terrivelmente", contou William. "Caí em uma emboscada de outra unidade e quase fui atingido por balas de festim."

Segundo o promotor do caso, Andrew Edis, os grampos foram encontrados em poder de Goodman, que nega as acusações.

O trote ao príncipe Harry, segundo o jornal foi passado pelo próprio irmão. "Você é o ruivo mais bonito que eu já vi. A África é adorável e espero vê-lo de novo, ruivo cabeludo e gordinho", diz a mensagem. / Reuters

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