Tacloban começa a enterrar mortos em valas comuns

Cem corpos foram enterrados, nesta quinta-feira, em valas comuns em Tacloban, mas ainda há milhares espalhados pela cidade. Outras dezenas de corpos foram alinhados em sacos do lado de fora da prefeitura da cidade, aguardando para serem levados para locais onde serão enterrados. Seis dias após Haiyan ter passado pela região central das Filipinas, muitos dos mortos ainda estão ao longo de vias, enquanto sobreviventes procuram por corpos em meio aos escombros.

Agência Estado

14 de novembro de 2013 | 09h58

Soldados filipinos em caminhões distribuíram arroz e água, enquanto grupos empunhando motosserras cortavam blocos de escombros que bloqueiam estradas. Outros milhares de pessoas se dirigiram para o danificado aeroporto da cidade, desesperadas para deixar Tacloban ou em busca de tratamento no centro médico improvisado que foi montado no local.

O porta-aviões norte-americano USS George Washington chegou ao Mar das Filipinas, perto do Golfo de Leyte, nesta quinta-feira e vai se posicionar na costa da ilha de Samar para avaliar os danos e fornecer água e suprimentos médicos, informou a 7º Frota Naval em comunicado.

O porta-aviões e seu grupo de ataque levam 21 helicópteros para a região, o que pode auxiliar na chegada de ajuda a áreas mais inacessíveis.

Autoridades disseram que 2.357 pessoas tiveram suas mortes confirmadas, mas a expectativa é que os números aumentem, talvez significativamente, quando informações de outras áreas estiverem disponíveis.

No primeiro enterro em massa na cidade, 100 corpos sem identificação, colocados em sacos pretos, foram depositados em valas comuns. Autoridades disseram que há esforços para identificar os corpos para que as famílias tenham a oportunidade de descobrir o que aconteceu com seus entes queridos nos próximos dias e semanas. Não estava claro se as medidas incluem testes de DNA.

Além do USS George Washington, outros seis navios norte-americanos, dentre eles um destroier e dois enormes navios de suprimentos, já estão na região, além de dois aviões P-3 e seu grupo de ataque, que está sendo usado para avaliar os danos pelo ar, de maneira que a ajuda possa ser enviada para onde é mais necessária, disse a 7ª Frota. Fonte: Associated Press.

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