Tailandesa que foi barriga de aluguel não sabia que filho tinha Síndrome de Down

Uma mãe de aluguel tailandesa que ficou com um dos gêmeos abandonado pelos pais biológicos australianos depois que nasceu com Síndrome de Down disse no domingo que não tinha sido informada da condição da criança até o final da gravidez. 

JUARAWEE KITTSIL, REUTERS

03 de agosto de 2014 | 14h20

Pattaramon Janbua disse que seus médicos, a agência de maternidade e os pais do bebê sabiam que ele possuía a condição aos quatro meses de gravidez, mas que ela não foi informada até o sétimo mês, quando a agência requisitou - a pedido dos pais - que ela abortasse o feto. 

Pattaramon, de 21 anos, disse à Reuters TV que se recusou a abortar devido às suas crenças religiosas, levando a gravidez do bebê e de sua irmã gêmea até o final. Os pais, que não foram identificados, levaram apenas a menina com eles de volta à Austrália. 

O menino, Gammy, precisa de cirurgia para corrigir uma condição cardíaca congênita, de acordo com relatos da imprensa. Uma campanha australiana na Internet levantou cerca de 200 mil dólares australianos (US$ 186,200) em doações para a operação. 

"Eu quero alertar a todas a mulheres que consideram ser barrigas de aluguel, não pensem somente no dinheiro" disse Pattaramon. "Se a criança nasce com uma condição incomum ou se alguma coisa der errado, isso será um fardo para você e para a sociedade". 

O caso está causando controvérsias na Tailândia e na Austrália, provocando inclusive alguns pedidos pela proibição de barrigas de aluguel no país asiático. A Tailândia é um dos maiores destinos para o turismo médico, muitos casais visitam o país em busca de tratamentos de fertilidade e alguns para conseguirem barrigas de aluguel. 

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