Tailandeses muçulmanos protestam contra charge de Maomé

Militantes consideram ofensiva representação do profeta reeditada em vários jornais dinamarqueses

Efe

12 de março de 2008 | 04h47

Cerca de 600 tailandeses muçulmanos se concentraram nesta quarta-feira, 12, em frente à Embaixada da Dinamarca em Bangcoc para protestar contra a reedição em vários jornais do país europeu de uma charge do profeta Maomé que consideram ofensiva ao Islã.   Os militantes do grupo Muçulmanos para a Paz denunciaram o governo dinamarquês e pediram a todos os muçulmanos da Tailândia que boicotem os produtos do país europeu, informa a imprensa local.   Também queimaram uma bandeira da Dinamarca e retratos do primeiro-ministro, Anders Fogh Rasmussen, e do cartunista Kurt Westergaard, autor da charge. A caricatura, publicada pela primeira vez em 2006 no jornal dinamarquês Jyllands-Posten, voltou a aparecer em meados de fevereiro em 17 diários do país após a detenção de três supostos terroristas que planejavam matar seu autor.   A charge, que retrata Maomé com um aspecto sinistro e com uma bomba em seu turbante, pertence a uma série de doze desenhos publicados no jornal e que em 2006 motivaram violentos protestos em vários países muçulmanos, nas quais morreram mais de 100 pessoas.   A Tailândia é um país de maioria arrasadora budista, mas com três províncias muçulmanas na região sul, onde mais de 3 mil pessoas morreram pela violência desde que o movimento separatista islâmico retomou a luta armada em 2004, após décadas de pouca atividade Guerrilheira.

Tudo o que sabemos sobre:
TailândiamuçulmanoschargeDinamarca

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.