AP Photo/Sakchai Lalit
AP Photo/Sakchai Lalit

Tailandeses protestam pedindo volta das eleições diretas no país

Manifestações ocorrem no quarto aniversário do golpe de Estado com o qual o Exército tomou o poder

O Estado de S.Paulo

22 Maio 2018 | 04h26

BANGCOC - Centenas de ativistas organizaram, nesta terça-feira, 22, em Bangcoc uma manifestação para exigir o restabelecimento da democracia na Tailândia, no quarto aniversário do golpe de Estado com o qual o Exército tomou o poder.

O protesto foi convocado pelo chamado movimento "Queremos votar", exigindo da junta militar do general Prayut Chan-ocha a realização das eleições que prometeu para um ano seguinte ao golpe.

Os ativistas se concentraram no campus da Universidade Thammasat, no centro de Bangcoc, exibindo bandeiras tailandesas e cartazes com palavras de ordem como "Queremos votar. O poder pertence ao povo. O povo é o dono do país" e "Não temos medo".

Cerca de mil policiais estão mobilizados nos arredores da universidade. Eles afirmaram aos manifestantes que o protesto era ilegal e que as concentrações de caráter político de mais de cinco pessoas estão proibidas, antes de impedir que eles continuassem a manifestação que pretendia chegar na residência oficial do Governo.

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Nos dias anteriores, as autoridades intensificaram os controles em Bangcoc e a repressão contra a dissidência. Na última segunda-feira, 21, a polícia apresentou acusações de sedição contra oito líderes do Pheu Thai, partido do governo deposto no golpe, incluindo três ex-ministros. Eles acusaram o Conselho Nacional para a Paz e a Ordem (NCPO), nome oficial da junta, de ter vulnerado os direitos fundamentais dos tailandeses, além de ter aumentado o déficit público sem melhorar as condições de vida no País.

O Exército, liderado por Prayut, atual primeiro-ministro, tomou o poder no dia 22 de maio de 2014, com a promessa de acabar com a corrupção, encerrar a crise política no país e realizar eleições o mais rápido possível.

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O golpe aconteceu poucos dias depois que a então primeira-ministra e líder do Pheu Thai, Yingluck Shinawatra, foi destituída pelo Tribunal Constitucional por abuso de poder. /EFE

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