Tailândia alerta para novos ataques de radicais islâmicos

Soldados espalharam-se pelo sul do território tailandês para conter uma possível série de ações retaliatórias de militantes islâmicos, depois de um choque com a polícia ter resultado na morte de mais de cem extremistas. Grupos de defesa dos direitos humanos e clérigos muçulmanos denunciaram os atos de violência de ontem e acusaram as tropas do governo de empregar força excessiva para conter uma onda de ataques promovida por bandos precariamente armados e compostos por adolescentes.Outros alertaram que um ciclo de violência separatista poderia se acentuar ainda mais. "Este é o início da guerra do povo", declarou Vithaya Visetrar, um proeminente clérigo tailandês, em conversa com a Associated Press.Os Estados Unidos e a vizinha Malásia manifestaram preocupação com a situação na Tailândia. Enquanto isso, o Parlamento tailandês promoveu uma rara sessão a portas fechadas, depois de a oposição ter pedido ao governo que explicasse como a violência começou.O número de mortos subiu hoje para 113 depois de um suposto rebelde islâmico não ter resistido aos ferimentos sofridos ontem, quando dezenas militantes atacaram diversos postos policiais para roubar armas. A série de ataques resultou na morte de 108 militantes, três policiais e dois soldados.

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