Tailândia descarta eleições este ano e prevê resolução para julho de 2011

Governo havia prometido a manifestantes em maio eleições ainda neste ano

Efe

16 de julho de 2010 | 12h50

BANGCOC - O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, descartou nesta sexta-feira, 16, a possibilidade de realizar eleições parlamentares ainda neste ano, como havia proposto em maio, mas cogitou a possibilidade de realizá-la em janeiro de 2011.

 

A declaração foi feita ao subsecretário de Estado norte-americano, William Burns, durante uma reunião que tiveram em Bangcoc, segundo informou o porta-voz oficial do primeiro-ministro, Panithan Wattanayagorn.

 

Vejjajiva, do Partido Democrata, garantiu a Burns que não havia obstáculos para as eleições no começo do ano que vem já que o processo de reconciliação nacional e as reformas políticas e constitucionais terão sido concluídas.

 

O líder tailandês defendeu a necessidade de manter o estado de exceção em Bangcoc e outras áreas mais delicadas, onde prorrogou as eleições por três meses, para início de julho.

  

Burns, que visitará Camboja amanhã, disse aos jornalistas que os Estados Unidos desejam que o estado de exceção se levante o mais rápido possível e que a crise política do país seja solucionada de maneira democrática e pacífica.

 

Cerca de 90 pessoas morreram e outras 1,8 mil ficaram feridas durante os mais de dois meses, entre março e maio, que os opositores denominados 'Camisas Vermelhas' fizeram uma manifestação na capital e em outras regiões do país para forçar o Governo a dissolver o Parlamento e convocar eleições.

 

A Tailândia atravessa uma profunda crise política desde o golpe militar de 2006, quando o primeiro-ministro Thaksin Shinawatra foi destituído do poder.

 

Desde então, o multimilionário Shinawatra, exilado, tenta recuperar o poder por meio de seus aliados no Puea Thai, principal partido da oposição e braço político à frente dos 'Camisas Vermelhas'.

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