Tailândia dissolve Parlamento para tentar acalmar manifestantes

Medida foi anunciada às vésperas de megamanifestação contra primeira-ministra

O Estado de S. Paulo,

09 de dezembro de 2013 | 09h09

 

BANGCOC - O governo da Tailândia anunciou a dissolução do Parlamento e a realização de eleições gerais dentro de 60 dias, com o objetivo de atenuar os protestos antigovernamentais previstos para esta segunda-feira, 9.

Pelo menos nove grupos de manifestantes devem partir de vários acampamentos espalhados por Bangcoc na marcha batizada de "batalha final" contra a primeira-ministra Yingluck Shinawatra.

"Após consultar várias partes, enviei o decreto real para pedir a dissolução do Parlamento", disse a premiê durante um discurso transmitido pela televisão.

O Partido Democrata, que ontem decidiu abandonar em bloco seus assentos no Parlamento, comentou que não aceitarão Yingluck como governante até a realização das eleições.

A oposição rejeita participar de eleições no modelo atual e acusa o governo de compra de votos. A principal reivindicação dos antigovernamentais é a de invocar o artigo 7 da Constituição para que o rei da Tailândia, Bhumibol Adulyadej, designe o próximo chefe do governo sem passar pelas urnas.

A Tailândia passa por uma grave crise política desde 2006 com frequentes manifestações e protestos populares que buscam paralisar o governo. / EFE

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