EFE/Ritchie B. Tongo
EFE/Ritchie B. Tongo

Tailândia lembra vítimas de atentado com cerimônia religiosa

Santuário Erawan, alvo de atentado na capital Bangcoc, foi reaberto nesta sexta-feira; nenhum suspeito foi preso até o momento

O Estado de S. Paulo

21 de agosto de 2015 | 10h16

BANGCOC - A Tailândia homenageou nesta sexta-feira, 21, as vítimas do atentado de segunda-feira em Bangcoc com uma cerimônia inter-religiosa, enquanto as autoridades seguem sem dar uma explicação clara sobre a autoria de um ataque que ainda não foi reivindicado.

Monges budistas iniciaram a prece, à qual se uniram religiosos muçulmanos, cristãos, hindus e siques, realizada no mesmo santuário onde ocorreu a explosão e no qual também estiveram presentes autoridades locais e representantes do corpo diplomático.

Operários municipais trabalharam toda a noite no santuário Erawan para reparar os últimos sinais visíveis da explosão, que deixou 20 mortos e mais de cem feridos.

O jovem que foi gravado por câmeras de segurança enquanto deixava uma mochila no recinto religioso momentos antes da explosão continua sendo o principal alvo de uma investigação sobre a qual a polícia e a junta militar seguem divulgando informações contraditórias.

O chefe da polícia, Somyot Pumpanmuang, disse na quinta-feira que o ataque foi planejado durante um mês por uma rede de 10 indivíduos, entre os quais haveria estrangeiros e tailandeses.

Entre eles havia outras duas pessoas que aparecem nas imagens das câmeras de segurança, mas que na noite de quinta-feira foram descartadas pela polícia após comprovar que ambos suspeitos são guias turísticos.

Por sua parte, o porta-voz da junta militar, Winthai Suvari, qualificou como "improvável" que o terrorismo internacional esteja por trás do ataque, conclusão à qual chegou após consultar serviços de inteligência de países aliados.

Suvari também negou que os alvos do ataque fossem cidadãos da China, país de nacionalidade da maioria de vítimas estrangeiras. / EFE

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