Tailândia: manifestantes voltam a protestar contra golpe

Centenas de manifestantes gritando "Liberdade!" e "Democracia!" marcharam neste domingo perto de um shopping no coração da capital da Tailândia, Bangcoc, para criticar o golpe de 22 de maio, apesar da concentração de soldados em algumas das maiores interseções da cidade.

AE, Agência Estado

01 de junho de 2014 | 09h26

O governo militar enviou centenas de soldados e policiais a vários locais em Bangcoc para evitar uma série de manifestações. Mas um pequeno grupo de manifestantes apareceu em um local onde não havia grande presença militar. Eles se reuniram em uma passarela elevada ao lado do shopping center Terminal 21, cantando e segurando cartazes dizendo "Não ao Golpe".

Dezenas de policiais e soldados de capacete com escudos se dirigiram então ao local. Os proprietários do shopping fecharam o complexo de nove andares e pediram aos clientes que saíssem para garantir a sua segurança. Não ocorreram episódios de violência, no entanto, e o protesto se dispersou depois de algumas horas.

Mais cedo, a multidão cercou dois policiais à paisana que tentaram deter um dos manifestantes. Mas, depois de vários minutos de gritos, o manifestante foi liberado. Dois caminhões do Exército, incluindo um Humvee equipado com uma metralhadora, estacionaram em uma rua perto do local de protesto, mas se afastaram depois de receber vaias da multidão.

No domingo, autoridades fecharam várias estações elevadas de metrô e trem, perto de onde os protestos poderiam ter ocorrido, informando aos passageiros que os serviços tinham sido suspensos temporariamente "para a sua segurança, devido a uma situação do lado de fora".

As manifestações deste domingo foram organizadas pelo Facebook pelo ativista social veterano Sombat Boonngam-Anong, que é membro das bases do movimento "Camisas vermelhas", que tinham apoiado o governo agora deposto e avisado que tomariam medidas se houvesse um golpe de Estado.

No reduto dos "Camisas vermelhas" no norte da Tailândia, tropas do governo têm conduzido ataques, levando os líderes locais e buscando armas. Alguns fugiram para os países vizinhos. Fonte: Associated Press.

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