Tailândia pede ajuda da Interpol para deter Shinawatra

Ex-primeiro-ministro e foragido da justiça Thaksin Shinawatraé acusado de instigar os protestos no país

EFE,

21 de abril de 2009 | 18h06

A Tailândia informou que solicitou a cooperação da Interpol (Polícia internacional) para deter o ex-primeiro-ministro e foragido da justiça Thaksin Shinawatra, que teria sido localizado nos Emirados Árabes Unidos.

 

O porta-voz policial Watcharaphol Prasanratchakit afirmou que, segundo as investigações mais recentes, não há sinais de que Shinawatra tenha abandonado Dubai.

 

Na véspera, o chefe de Governo, Abhisit Vejjajiva, descartou qualquer negociação com o multimilionário, cujos seguidores protagonizaram na semana passada violentos enfrentamentos com o exército em Bangcoc.

 

Um tribunal tailandês emitiu na semana passada uma nova ordem de busca e detenção contra Shinawatra, acusado de instigar os protestos andarilhos nas quais quatro pessoas morreram e outras 123 ficaram feridas.

 

Os protestos em Bangcoc terminaram na terça-feira passada com a rendição dos cerca de 2 mil  manifestantes que estavam entrincheirados em torno do palácio governamental, bloqueado pelos protestos durante 20 dias.

 

O Governo também revogou o passaporte ordinário de Shinawatra, exilado desde que em outubro foi condenado a dois anos de prisão por abuso de poder durante os mais de cinco anos que governou o país,  entre 2001 e 2006. 

 

Deposto por um golpe militar em 2006, Shinawatra é o principal líder da Frente Unida pela Democracia e contra a Ditadura (UDD, na sigla em inglês), popular entre a maioria pobre e rural da Tailândia. O grupo rival à UDD, a Aliança Popular pela Democracia, formada por monarquistas, membros da classe média urbana e militares, derrubou em dezembro o premiê Somchai Wongsawat após bloquear por dois meses os dois principais aeroportos de Bangcoc. Nos últimos 15 meses a Tailândia teve 4 premiês, mas nenhum conseguiu solucionar as divisões internas. Ao todo, foram 18 golpes militares em 70 anos de monarquia constitucional. Mas, desta vez, o Exército promete não intervir.

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