Tailândia pede desculpas por cancelar cúpula asiática

O agravamento dos protestos contra o governo da Tailândia forçaram o cancelamento do encontro de nações asiáticas no balneário de Pattaya e levaram à retirada de dirigentes de vários países do local onde seria realizado o encontro com o auxílio de helicópteros.

AE-DJ, Agencia Estado

11 de abril de 2009 | 10h51

Por telefone, o primeiro ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, pediu desculpas ao premiê chinês Wen Jiabao, pelo cancelamento do encontro da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). Abhisit disse que o cancelamento da cúpula, que seria realiza nos dias 11 e 12 de abril, foi postergada para uma data indefinida no futuro em função da situação política tailandesa.

O premiê chinês, que está na função de presidente rotativo da Asean, que também inclui o Japão e a Coreia do Sul, disse, em nome dos três países, que eles entendem a decisão da Tailândia e que esperam que o país mantenha sua estabilidade política, harmonia social e crescimento econômico.

Entre os assuntos que seriam discutidos na cúpula, um dos principais seria os testes de mísseis realizados pela Coreia do Norte em um encontro entre a China, Japão e Coreia do Sul.

A decisão de cancelar a cúpula foi tomada depois que cerca de 200 manifestantes, apoiadores do ex-premiê tailandês Thaksin Shinawatra, conseguiram furar o cerco policial que dava segurança à cúpula e entraram no local da conferência, quebrando vidros e derrubando mesas. As tropas evitaram entrar em choque com os manifestantes que ficaram no local onde seria realizada a cúpula por cerca de uma hora. A notícia do cancelamento do encontro levou à dispersão dos manifestantes. Durante a operação de retirada dos dirigentes estrangeiros do local, o governo tailandês declarou estado de emergência no balneário de Pattaya.

Os manifestantes dizem que o premiê Abhisit é uma marionete dos militares tailandeses e das elites, que tem controlado o país por décadas. Em 2006, um golpe militar derrubou o primeiro ministro populista Thaksin Shinawatra, acusado de corrupção, que se encontra autoexilado para evitar sua prisão.

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