Tailândia realiza eleição em meio a crise política

Trabalhadores espalham zonas eleitorais para a votação geral de domingo na Tailândia, na qual o primeiro-ministro Thaksin Shinawatra espera surpreender os críticos que queriam a sua resignação. Os três principais partidos da oposição no Parlamento estão boicotando as eleições de domingo, e se recusaram a lançar candidatos e incentivaram o povo a votar em nulo. Thaksin anunciou as eleições em fevereiro, três meses antes do previsto, esperando gerar uma crise política. Durante meses, a oposição lutou por sua renúncia, com acusações de corrupção e abuso de poder, levando milhares de pessoas a protestos diários durante mais de um mês. Manifestações de ambas as posições se tornaram altamente agressivas na última semana, quando 2 mil simpatizantes do premier interromperam uma reunião pró-boicote na última quinta-feira, no norte da Tailândia, organizada pelo Partido Democrata. Eleições Nas últimas eleições, o partido de Thaksin conquistou 377 das 500 cadeiras, e espera-se que o primeiro-ministro conquiste a maioria novamente devido sua popularidade com os eleitores rurais, que ganham benefícios de programas rurais e outras medidas, e são a maior parte dos eleitores. Thaksin disse que renunciará caso seu partido receba menos da metade dos votos, mas, ainda assim, a oposição diz que continuará lutando por sua deposição independente dos resultados da eleição. A Tailândia tem um população de 63 milhões de cidadãos, e aproximadamente 45 milhões têm o direito de votar. São 1.108 candidatos de 18 partidos, para as 500 cadeiras na Casa dos Representantes. Porém, a Comissão Eleitoral desqualificou um terço dos candidatos, deixando apenas 753 na disputa.

Agencia Estado,

01 Abril 2006 | 15h48

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