Tailândia recompensará policias após detenção de suspeito e recebe críticas

O chefe de polícia da Tailândia, Somyot Pumpanmuang, anunciou que irá dar a recompensa de US$ 84 mil (3 milhões de bahts) aos seus próprios policiais depois de terem detido o suspeito de ter realizado o atentado mortal no santuário de Erwan, em Bangcoc, matando 20 pessoas. A recompensa tinha sido oferecida à população, caso alguém oferecesse pistas concretas sobre onde estava o suspeito. A decisão de Pumpanmuang foi duramente criticada nas mídias sociais.

Estadão Conteúdo

31 de agosto de 2015 | 09h53

Somyot Pumpanmuang disse que os oficiais mereciam a recompensa, já que a população não ofereceu nenhuma pista para ajudá-los. Os policiais detiveram um homem, que garante ter sido mandado por outras duas pessoas.

Os policiais foram alvo de diversas críticas. Entre elas, o fato de não terem certeza se o suspeito realmente foi quem colocou a bomba no local. Além disso, ele pode ter sido apenas uma "vítima" e que os verdadeiros mandantes da explosão ainda não foram detidos.

As críticas logo se disseminaram nas redes sociais, alegando manipulação da polícia na investigação da explosão, que feriu mais de 120 pessoas. Muitos tailandeses têm expressado

dúvidas se o caso será resolvido, citando uma má reputação da polícia tailandesa sobre corrupção e confissões forçadas.

Somyot fez o anúncio em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira, dizendo que ele tinha " boas notícias" e colocou o saco de dinheiro em cima e da mesa. "Isso é dinheiro de verdade", disse o chefe de polícia com um sorriso.

"A detenção de sábado foi graças a um bom trabalho policial" e não veio de alguma dica de fora. Foi a capacidade das autoridades tailandeses que levaram à prisão", disse ele. "Esse dinheiro deve ser dado aos policiais que fizeram o seu trabalho".

Poucos dias depois da explosão, Somyot disse que ele estava oferecendo um 1 milhão de bahts

(US$ 28.000) de recompensa para ajudar a encontrar os responsáveis pelo ataque. A soma rapidamente triplicou depois que ele disse que dois de seus amigos que desejavam permanecer anônimo tinham enviado mais US$ 56 mil.

A polícia deteve o suspeito no sábado, nos arredores de Bangkok, quando encontraram material para fabricação de bombas, incluindo detonadores, rolamentos e um tubo de metal em seu apartamento.

No entanto, muitas questões permanecem. A polícia disse que eles estão certos de que o homem fazia parte de uma rede que planejou o ataque, mas não revelou o nome do suspeito nem sua nacionalidade, motivo ou seu suposto relacionamento com a rede de bombardeio. Fonte: Associated Press.

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