Tailândia reforçará segurança para evitar violência

O governo interino da Tailândia disse neste domingo que reforçará a segurança para evitar confrontos que possam surgir entre os dois lados na escalada da crise política no país e alertou as pessoas para que se mantenham longe de locais de protesto para sua própria segurança.

AE, Agência Estado

11 Maio 2014 | 10h14

O anúncio foi veiculado na televisão após manifestantes pró e contra o governo organizaram protestos concorrentes na capital tailandesa neste fim de semana. Os dois grupos ficaram a quilômetros de distância um do outro, mas preocupações com a violência aumentaram após de destituição da primeira-ministra do país, Yingluck Shinawatra, na semana passada.

O funcionário das forças de segurança tailandesas, Tharit Pengdit, advertiu que, se o movimento antigoverno realizar uma tentativa de nomear um primeiro-ministro não eleito, isso pode despertar revolta entre os apoiadores do governo. Isso pode definitivamente "se espalhar para confrontos e, eventualmente, levar a uma guerra civil". O comentário ecoou uma declaração feita um dia antes pelo chefe do movimento pró-governo Camisas Vermelhas.

"É, portanto, necessário para o Capo (Centro de Administração de Paz e Ordem, na sigla em inglês) intensificar a aplicação da lei em um nível mais rigoroso para resolver os problemas que surgirão no futuro próximo", disse Tharit, um dos diretores do centro. "Estamos pedindo às pessoas para ficarem longe dos manifestantes e (...) para evitar os locais de protesto para sua própria segurança." Ele não especificou como ou onde a segurança seria reforçada.

Duas pessoas ficaram feridas na noite de sábado, quando agressores desconhecidos dispararam duas granadas contra a Casa de Governo, complexo de gabinete do primeiro-ministro, onde manifestantes antigoverno estavam acampados, disse o coronel de polícia Kamthorn Auicharoen. Funcionários saíram do complexo há meses devido aos protestos lançados contra Yingluck em novembro. Este foi o mais recente de uma série de ataques com granadas e tiros que deixaram centenas de feridos desde o início da crise política na Tailândia em novembro. Ambos os lados acusam o outro de orquestrar a violência.

Manifestantes antigoverno foram encorajados pela decisão do Tribunal Constitucional do país na quarta-feira de destituir Yingluck por nepotismo. Na sexta-feira, eles intensificaram seus esforços para derrubar o que resta da administração de Yingluck por meio de um cerco às estações de televisão e escritórios estatais e exigindo que legisladores os ajudem a instalar um primeiro-ministro não eleito para governar o país.

O gabinete de Yingluck nomeou o vice-premiê da Tailândia, Niwattumrong Boonsongpaisan, como primeiro-ministro em exercício, mas o líder do movimento de protesto antigoverno, Suthep Thaugsuban, disse no sábado que Niwattumrong "não detém a autoridade e o status para ser chefe do governo". Suthep pediu ao Senado para "rapidamente consultar os presidentes do Supremo Tribunal Federal, do Tribunal Constitucional, do Supremo Tribunal Administrativo e da Comissão Eleitoral para trabalhar para nomear o novo primeiro-ministro imediatamente". O Senado disse que vai realizar uma reunião informal na segunda-feira para discutir a crise. Fonte: Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.