Tailândia terá nova votação para completar Parlamento

A Comissão Eleitoral da Tailândia anunciou neste domingo, 2, depois de encerrada a votação, que será necessário repetir o pleito legislativo nas circunscrições que não elegeram um representante, para que as 500 cadeiras do Parlamento sejam ocupadas.O secretário-geral da comissão, Ekkachai Warunpraph, destacou em uma entrevista coletiva em Bangcoc que a repetição das eleições começará em 9 de abril e continuará todo domingo, até que todos os assentos do Parlamento sejam preenchidos.BoicoteO problema provém do boicote declarado pelas principais formações da oposição, lideradas pelo Partido Democrata, às eleições de hoje, convocadas antecipadamente em fevereiro pelo primeiro-ministro, Thaksin Shinawatra, para tentar conter as crescentes vozes que pedem sua renúncia por corrupção, abuso de poder e nepotismo.A legislação eleitoral estabelece que, para ganhar uma cadeira, o candidato deve obter pelo menos 20% dos votos válidos. Porém, também determina que um Governo só pode ser formado se o Parlamento estiver completo.Poucas opçõesOs cerca de 45 milhões de tailandeses com direito a voto no pleito deste domingo tiveram poucos partidos para escolher.Por causa do boicote, o partido governista Thai Rak Thai, que, liderado por Shinawatra, venceu as eleições em 2001 e derrotou as outras formações no pleito realizado há apenas 14 meses, apresentou-se sozinho em 265 das 400 circunscrições eleitorais do país. O secretário da Comissão Eleitoral acrescentou que é provável que em algumas circunscrições seja necessário repetir as eleições várias vezes.ViolênciaQuatro soldados e dois policiais ficaram feridos por causa da explosão de duas bombas nas imediações de seções eleitorais na conflituosa região muçulmana do sul da Tailândia, depois de encerrada a votação, informou a polícia.A primeira explosão, na qual ficaram feridos os quatro militares, ocorreu no distrito de Joh Irong, na província de Narathiwat, na fronteira com a Malásia, por volta das 15h30 (5h30 de Brasília), meia hora depois do fechamento das seções.O outro incidente foi registrado pouco depois, em frente a um centro de votação a cerca de dois quilômetros do local no qual aconteceu a primeira explosão. Na hora, um casal de policiais se preparava para levar as urnas ao escritório da Comissão Eleitoral na província.O Exército e a Polícia montaram um amplo esquema de segurança nas três províncias muçulmanas (Narathiwat, Yala e Pattani) do país para as eleições legislativas realizadas hoje e boicotadas pelos três principais partidos da oposição.Umas horas antes das duas explosões com feridos, a Polícia detonou em um descampado uma pequena bomba que tinha sido colocada em uma seção eleitoral de Pattani, capital da sulina província de mesmo nome.

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