Tailândia vai usar mais milícias contra insurgentes muçulmanos

País quer quintuplicar o número de homens armados, que defenderão até 115 povoados da região sul

EFE

20 de janeiro de 2008 | 06h48

O Exército tailandês intensificará o papel das milícias paramilitares para combater os insurgentes muçulmanos na região sul, onde a onda de violência aumentou nas últimas semanas, informa neste domingo a imprensa local. Cada povoado e aldeia contará com sua própria sede dos chamados grupos de Defesa Civil, que terão mais recursos para recrutamento, disse um comandante da Polícia ao diário "The Bangcoc Post". A Tailândia pretende multiplicar por cinco o número de milicianos armados, que se encarregarão de defender até 115 povoados da região sul. As autoridades temem há semanas que alguns informantes e supostos simpatizantes do Governo tenham passado informação aos insurgentes, o que levou à detenção há uma semana de dez soldados e policiais muçulmanos, acusados de traição. No começo desta semana, oito militares morreram e um deles foi decapitado em um ataque dos guerrilheiros na província de Narathiwat, e dois dias depois, 30 pessoas ficaram feridas após a explosão de uma bomba em um mercado de Yala. Nas províncias de maioria muçulmana de Narathiwat, Pattani e Yala, no sul da Tailândia, os ataques com armas leves, assassinatos e atentados a bomba acontecem diariamente, apesar do desdobramento de 31.000 agentes e da declaração do estado de emergência. Mais de 2.600 pessoas morreram nessa região por causa da violência desde que o movimento separatista islâmico retomou a luta armada em janeiro de 2004, após uma década de pouca atividade guerrilheira.

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