Tailândia volta ao normal após protestos na fronteira

País vive imerso em uma profunda crise política desde o golpe de Estado de 2006

EFE

20 de setembro de 2009 | 01h27

A Tailândia recupera neste domingo a normalidade após os protestos antigovernamentais e nacionalistas do sábado que causaram 17 feridos e reuniram cerca de 20 mil pessoas em Bangcoc e outras 4.000 em uma região da fronteira com o Camboja, onde existe um conflito defensor da soberania.

 

Se a normalidade não for alterada, as autoridades retirarão ao longo do dia a Lei de Segurança Interna que impuseram na sexta-feira passada em uma área da capital tailandesa antes da manifestação convocada, porque permite declarar o toque de recolher e levar o Exército para a rua.

 

A grande manifestação, vigiada por 16 mil policiais e soldados, terminou bem tarde da noite sem incidentes graves quando os presentes escutaram a mensagem gravada desde o exílio de seu ídolo, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra.

 

O ex-líder afirmou a seus partidários, agrupados na legenda Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, que os tailandeses viviam pior hoje que há três anos, quando ele governava e foi derrubado por um levante. A normalidade também voltou à área de Kantharalak, no sudeste do país, onde na véspera houve 17 feridos e onde fica Preah Vihear, um templo hindu do século XI que Tailândia disputa com o Camboja.

 

Moradores de Kantharalak enfrentaram com pedras, paus e outras armas improvisadas os 4.000 seguidores da Aliança do Povo para a Democracia, adversários do grupo de Shinawatra, que iam para Preah Vihear para realizar um ato de reivindicação patriótica. Os corpos de segurança intervieram para ajudar os primeiros que tentavam impedir que o ato nacionalista aumentasse a tensão com os vizinhos cambojanos.

 

A Tailândia vive imersa em uma profunda crise política desde o golpe de Estado de 2006 e as contínuas disputas entre os seguidores e opositores de Shinawatra impedem o país de seguir adiante. O Governo da Tailândia está desde o dezembro passado em mãos dos oponentes do multimilionário Shinawatra.

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