Taiwan aceita estabelecer contato militar com a China

Esta é a primeira resposta positiva da ilha à oferta de negociações militares feita pelo premiê Wen Jiabao

Efe

09 de março de 2009 | 12h05

A ilha de Taiwan quer criar um órgão semioficial para manter contato com os militares chineses e, assim, "consolidar a paz", declarou hoje à imprensa Lisa Chi, funcionária do Ministério da Defesa.   Veja também: Coreia do Norte sobe o tom e coloca Exército de prontidão Em meio a tensão no Tibete, China reforça segurançaEsta é a primeira resposta positiva da ilha à oferta de negociações militares feita pelo primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, durante discurso à Assembleia chinesa na semana passada.No entanto, o gigante asiático diz que só negocia sob a premissa de que "só há uma China", enfoque que transforma Taiwan de um país independente em uma província de Pequim sob Governo comunista. O atual presidente taiuanês, Ma Ying-Jeou, que defende uma política de distensão com a China, aceita uma possível união "em democracia e liberdade", mas não que Taiwan seja parte da República Popular da China.Ele disse que, antes de abordar temas políticos e assinar um acordo de paz, a ilha quer dar prioridade às negociações econômicas e de caráter civil.Taiwan separou-se da China continental em 1949, no fim da guerra civil chinesa, quando o Governo nacionalista chinês se refugiou na ilha após ser derrotado pelos comunistas.A China mantém cerca de 1,5 mil mísseis em torno de Taiwan, segundo dados dos militares taiuaneses, e até hoje não renunciou ao uso da força para conseguir a união.

Tudo o que sabemos sobre:
ChinaTaiwan

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.