Taiwan Presidential Office via AP
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Taiwan afirma ter direito a contra-ataque em meio a ameaças chinesas

O ministério da defesa de Taiwan disse, em comunicado, que tinha procedimentos "claramente definidos" para responder à "alta frequência das ameaças de navios de guerra e aeronaves inimigas neste ano"

Reuters, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2020 | 04h34

TAIPEI - Militares de Taiwan afirmaram nesta segunda-feira, 21, que as forças armadas do País têm direito a autodefesa e contra-ataque em meio à "perseguições e ameaças" chinesas. Na última semana, aeronaves chinesas sobrevoaram o Estreito de Taiwan.

As tensões entre Taipei e Pequim aumentaram drasticamente nos últimos meses. O ministério da defesa de Taiwan disse, em comunicado, que tinha procedimentos "claramente definidos" para responder à "alta frequência das ameaças de navios de guerra e aeronaves inimigas neste ano".

Editorial do jornal oficial China Daily acusou os Estados Unidos de estarem usando Taiwan para conter a China, mas "que ninguém deve subestimar sua determinação em afirmar sua soberania sobre a ilha".

“O governo dos EUA não deve ceder em seu desespero para conter a ascensão pacífica da China e entregar-se ao vício dos EUA em sua hegemonia”, diz o texto.

O aumento do apoio dos EUA a Taiwan, incluindo duas visitas em alguns meses de altos funcionários, uma em agosto pelo secretário de Saúde, Alex Azar, e a outra na semana passada por Keith Krach, subsecretário para assuntos econômicos, tem desagradado a China.

Os Estados Unidos, que não têm laços diplomáticos oficiais com a ilha, mas são seu maior patrocinador internacional, também estão planejando novas vendas de armas para Taiwan.

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