Taiwan diz que China arrisca prejudicar laços se não souber lidar com protesto em Hong Kong

O líder de Taiwan, Ma Ying-jeou, disse nesta terça-feira que a China corre o risco de prejudicar os laços com a ilha se não der uma resposta com "mão delicada" aos protestos pró-democracia em Hong Kong.

REUTERS

30 de setembro de 2014 | 14h03

A declaração do presidente taiuanês foi feita no momento em que dezenas de milhares de manifestantes ampliam o bloqueio a ruas de Hong Kong, estocando suprimentos e erguendo barricadas, diante do que alguns temem que possa ser uma ofensiva da polícia para limpar as ruas antes do feriado do Dia Nacional Chinês, na quarta-feira.

Os acontecimento na ex-colônia britânica têm sido acompanhados com apreensão por Taiwan. A ilha tem laços econômicos extensos com a China, mas Pequim nunca renunciou ao uso da força para recuperar o que considera ser uma província rebelde.

Ma disse em encontro do partido governista Nacionalista, ou Kuomintang, que confrontos entre a polícia e os manifestantes são muito preocupantes.

"Se a autoridade do continente (chinês) puder lidar com esse apelo com uma mão delicada, poderá ajudar a reduzir as diferenças de pensamento entre as pessoas no Estreito de Taiwan e beneficiar as relações com o estreito", disse.

"Caso contrário, pode servir para afastar as pessoas de Taiwan e causar danos à relações com o estreito", afirmou.

(Reportagem de J.R. Wu)

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