REUTERS/Ann Wang/Files
REUTERS/Ann Wang/Files

Taiwan emite alerta após nove aviões militares da China entrarem em sua zona de defesa

Ação acontece no mesmo dia em que a Rússia invadiu a Ucrânia

REUTERS, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2022 | 12h18

O Ministério da Defesa de Taiwan informou que a Força Área do país se esforçou novamente para alertar nove aeronaves chinesas que entraram em sua zona de defesa aérea (ADIZ). A ação acontece no mesmo dia em que a Rússia invadiu a Ucrânia, e, por isso, uma possível crise está sendo observada de perto em Taipei, capital do país.

As aeronaves voaram em uma área a nordeste das Ilhas Prata, controladas por Taiwan, mas sem sobrevoar a maior área do país insular, onde fica localizada Taipei. A frota era composta por oito caças J-16 de fabricação chinesa, além de um avião de reconhecimento Y-8. Em 23 de janeiro, outros 39 aviões chineses sobrevoaram a região.  

Taiwan disse que colocou forças de patrulha aérea para expulsar os aviões chineses e monitorar a situação. Mísseis de ataque tsuperfície-ar foram colocados em estado de alerta por prevenção.

O país observa com cautela a crise na Ucrânia, com medo de que a China tente aproveitar para se mudar para a ilha. Embora Taipei não tenha relatado nenhum movimento incomum das forças chinesas, o governo aumentou seu nível de atenção. 

A China nunca renunciou ao uso da força para colocar Taiwan sob seu controle e condena rotineiramente as vendas de armas dos EUA ou outras demonstrações de apoio de Washington.

Nesta quinta-feira, o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Tan Kefei, reiterou que Taiwan era uma "questão central" da China e que não toleraria interferência estrangeira ao ser questionado sobre a nova estratégia dos EUA para o Indo-Pacífico.

"Pedimos ao lado dos EUA que reconheça a alta sensibilidade da questão de Taiwan, pare de interferir nos assuntos internos da China e pare de brincar com fogo na questão de Taiwan", disse Kefei.

Na visão geral da estratégia Indo-Pacífico de 12 páginas publicada no início deste mês, o governo Biden prometeu comprometer mais recursos diplomáticos e de segurança para a região. Os EUA informaram ainda que, em Taiwan, Washington trabalharia com parceiros dentro e fora da região para manter a paz e a estabilidade no estreito que divide a ilha da China. / REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.