Taiwan não deve sofrer sanção chinesa, dizem analistas

A venda de armas dos Estados Unidos para Taiwan, um negócio fechado em US$ 6 bilhões, não deve provocar represálias da China contra seu vizinho asiático. De acordo com analistas, apesar da forte oposição chinesa contra este plano, o governo de Pequim não quer minar suas relações com o presidente de Taiwan, que tem se mostrado amplamente favorável à China.

AE-AP, Agencia Estado

31 de janeiro de 2010 | 10h40

"Apesar da compra de armas, Taiwan continua no caminho de reconciliação com a China," disse Wang Kao-Cheng, da faculdade taiwanesa Tamkang University.

Ontem, no entanto, o Ministro das Relações Exteriores da China, Yang Jiechi, alertou que esta venda é "uma interferência óbvia nos assuntos internos da China" e que vai de encontro à segurança nacional chinesa.

Analistas em Taiwan tentaram por panos quentes na situação: "O governo chinês sabe que tentativas de atrapalhar as relações bilaterais refletirão negativamente no presidente de Taiwan, Ma Ying-Jeou", disse o especialista em relações internacionais da faculdade taiwanesa China Culture University, George Tsai.

Desde a sua posse em maio de 2008, Ma Ying-Jeou tem repudiado as políticas pró-independência do seu predecessor. Isso resultou no mais baixo índice de tensão com a China dos últimos 60 anos.

O pacote norte-americano inclui helicópteros Black Hawk e baterias de mísseis Patriot, modelo "Advanced Capability-3", além de dois navios varredores de minas Osprey. O negócio não inclui os controversos jatos F-16 desejados por Taiwan.

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