Taiwan usa detector de mentiras para testar 'lealdade' de militares

Objetivo é saber se funcionários em outros países são espiões.

BBC Brasil, BBC

07 de novembro de 2012 | 10h09

Autoridades de Taiwan estão submetendo seus militares a detectores de mentira com o objetivo de "testar sua lealdade" e descobrir se eles espionam para outros países.

A medida foi tomada em 2011, após uma série de casos de espionagem terem sido descobertos - alguns envolvendo militares de alta patente que trabalhavam para o governo da China.

No ano passado, um general encarregado da Divisão de Comunicações e Informaçõe Eletrônicas do Exército foi condenado à prisão perpétua por espionagem, após ter sido reprovado pelo detector. O caso foi considerado um dos problemas de segurança mais graves das últimas décadas em Taiwan.

Mais de 50 adidos militares e outros funcionários taiwaneses no exterior foram chamados de volta para se submeter ao teste.

O detector de mentiras mede pressão sanguínea, pulso e respiração e tenta descobrir se uma pessoa mente a partir de alterações nestes sinais.

Segundo informações do Ministério da Defesa, mais de 200 militares foram testados apenas em 2012, incluindo generais. Em outubro, afirma o ministério, três generais foram presos por suspeita de espionar para a China. A imprensa afirma que oito militares foram presos à época, entretanto.

A China considera Taiwan uma província rebelde e se opõe a suas aspirações de independência.

Nos últimos anos, rodadas de negociações reduziram as tensões entre os países, e, segundo a correspondente da BBC em Taipé Cindy Sui, Taiwan teme que a China esteja se aproveitando da distensão para "recrutar mais espiões". BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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