Taleban ameaça matar indiano se empresa não deixar o Afeganistão

Os rebeldes ultra-integristas afegãos do Taleban ameaçaram neste sábado executar o refém indiano seqüestrado na sexta-feira, se a empresa em que ele trabalha não deixar o Afeganistão nas próximas 24 horas, segundo confirmou um dos supostos porta-vozes do grupo, Qari Mohammad Yousaf Ahmadi. Em conversa telefônica a partir de um lugar desconhecido, Ahmadi afirmou que membros de seu grupo na província sulina de Cabul tinham seqüestrado o engenheiro indiano A. Suryanarayana e que, por enquanto, ele se encontra "são e salvo". "Segundo uma ordem do conselho supremo do Taleban, o engenheiro indiano será executado se sua empresa não cessar suas atividades e abandonar Afeganistão nas próximas 24 horas", disse Ahmadi, acrescentando que o refém "estava espionando para as tropas americanas". O prazo para a retirada da empresa barenita Al-Moayad, que se encarrega da manutenção da rede da companhia afegã de telefones celulares Roshan, termina às 18h (hora local) de domingo, segundo afirmou. Em declarações à rede de televisão indiana NDTV, o porta-voz do Ministério afegão de Interior, Yousef Stanikzai, disse: "Como sabem, estamos em uma guerra contra os terroristas que tentam alterar a segurança porque querem levar o Afeganistão de novo ao centro do terrorismo internacional". Stanikzai acrescentou que os terroristas pretendem impedir a reconstrução do Afeganistão e que são os "inimigos do país". Ele condenou o seqüestro em nome de seu departamento. O engenheiro de 40 anos foi seqüestrado na noite passada na província de Zabul, no sul do Afeganistão, enquanto viajava pela estrada que une as províncias de Ghazni e Kandahar, rota pela qual os engenheiros passam freqüentemente para inspecionar as redes telefônicas. Este é o terceiro seqüestro de um cidadão indiano no Afeganistão nos últimos quatro meses. Em janeiro, Manaippan R. Kutty,que trabalhava como engenheiro na construção de uma estrada também foi seqüestrado pelos talebans. Quatro dias depois, seu cadáver foi achado na província de Kandahar.

Agencia Estado,

29 Abril 2006 | 14h23

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