Taleban americano deve esperar julgamento preso

Um juiz federal declarou que o seguidor do Taleban nascido nos Estados Unidos John Walker Lindh "teve todo o incentivo para fugir" da custódia federal e ordenou nesta quarta-feira que ele seja preso enquanto aguarda julgamento por acusações de conspiração para matar compatriotas. "Nenhuma combinação de condições" poderia permitir a libertação do jovem de 20 anos, disse o juiz federal W. Curtis Sewell, rejeitando pedidos dos pais de Lindh para que ele fosse libertado sob fiança e ficasse sob sua custódia. Após uma audiência de cerca de uma hora na Corte Federal de Alexandria, no Estado norte-americano de Virginia, Sewell rejeitou os argumentos de que Lindh não representa perigo à sociedade e descartou os pedidos dos advogados de defesa, segundo os quais ele deveria ser libertado após pagamento de fiança e ficasse sob custódia do pai, Frank Lindh, e da mãe, Marilyn Walker. "Pode-se alegar que o réu é um norte-americano leal", disse Sewell. "Mas as evidências apresentadas a esta corte são contundentes." Segundo o juiz, "não há laços familiares" que deveriam levar à libertação. Os pais do acusado não conversaram com os jornalistas, ao contrário do que fizeram em outra ocasião. Depois de seu filho ter comparecido perante a corte em 24 de janeiro, Frank Lindh disse aos jornalistas que seu filho "ama seu país". Porém, promotores federais e um grande júri disseram que Lindh demonstrou "certo grau de hostilidade" aos Estados Unidos.

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