"Taleban americano" não poderá ser julgado por tribunal militar

Os cidadãos norte-americanos que combatem do lado do Taleban no Afeganistão não poderão ser julgados por tribunais militares, cuja abertura fora ordenada pelo presidente George W. Bush, afirmou hoje um especialista em crimes de guerra do Departamento de Estado dos EUA.O embaixador especial para crimes de guerra, Pierre Richard Prosper, disse a uma comissão especial do Senado que apenas os estrangeiros acusados de crimes de guerra relacionados com o terrorismo internacional podem comparecer diante de um tribunal militar, conforme a ordem assinada pelo presidente.O tema tornou-se atual nesta semana depois da descoberta de um norte-americano entre os combatentes talebans capturados no Afeganistão pela Aliança do Norte. O detido encontra-se sob custódia norte-americana."Se for acusado de um delito, não poderá ser julgado por um tribunal militar conforme a definição do presidente. É verdade?", perguntou o senador democrata Dick Durbin. "A definição está limitada aos estrangeiros", respondeu Prosper.O californiano John Walker Lindh, de 20 anos, recebeu cuidados médicos por parte das forças norte-americanas depois de se entregar com outros prisioneiros que haviam se refugiado durante um motim carcerário no teto de um forte na cidade de Mazar-i-Sharif.Ele poderá ser acusado por vários delitos, entre eles o de traição, mas as autoridades norte-americanas ainda não se decidiram a respeito.O secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, disse que dois outros combatentes talebans afirmaram ser cidadãos norte-americanos, e que os casos estão sendo investigados.Liga Árabe reunirá chanceleres para discutir violênciaCairo A reunião convocada para domingo no Cairo dos dez países integrantes do Comitê da Cúpula Árabe para o Acompanhamento da Crise Israelense-Palestina foi transformada, a pedido da Síria, numa reunião dos ministros do Exterior de todos os países da Liga Árabe.A informação foi dada pelo secretário-geral Amr Mussa. A Síria deseja a adoção de uma "posição comum sobre a agressão israelense contra as sedes (do líder palestino Yasser) Arafat e da Autoridade Palestina, e o anúncio do apoio total árabe à AP frente às tentativas israelenses de destrui-la e eliminá-la".Também hoje, o presidente egípcio, Hosni Mubarak, enviou o chefe da inteligência, Omar Sulaiman, a Israel para discutir com o premier Ariel Sharon e o chanceler Shimon Peres a última onda de violência na região. Sulaiman irá adverti-los para não minarem a Autoridade Palestina ou alvejar Arafat pessoalmente, disseram autoridades egícias.Sulaiman atua frequentemente como enviado de Mubarak a Israel. Mubarak retirou o embaixador em Tel Aviv no final do ano passado, em protesto ao tratamento dado por Israel aos palestinos.O parlamento do Kuwait emitiu hoje uma declaração considerando os ataques de Israel contra os palestinos como "o crime da era" e exigiu que o Conselho de Segurança da ONU detenha a agressão israelense, divulgou a Agência de Notícias Kuwaitiana.Leia o especial

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