Taleban anuncia cessar-fogo de 10 dias

Um porta-voz do Taleban afirmou neste domingo que os militantes do grupo vão aderir a um cessar-fogo de dez dias na área do vale de Swat, no Paquistão, durante negociações de paz com o governo.O anúncio foi feito um dia depois de o Taleban libertar um engenheiro chinês, sequestrado há seis meses. Segundo o porta-voz, a libertação foi um gesto de boa vontade. Porém um norte-americano ameaçado de morte por seus sequestradores ainda está desaparecido.As negociações de paz têm focado até agora na introdução de elementos do sistema judicial islâmico na região do vale do Swat e nas áreas adjacentes.Os acordos de paz anteriores com os militantes, inclusive no Swat, fracassaram. Qualquer acordo agora pode gerar críticas dos Estados Unidos de que os insurgentes usam essas tréguas apenas para ganhar tempo e se rearmar.O governo do Paquistão, porém, argumenta que não pode confiar apenas na força para derrotar a Al-Qaeda e o Taleban, nas regiões fronteiriças com o Afeganistão.Um porta-voz do Taleban qualificou a soltura do engenheiro chinês Long Xiaowei como um gesto de boa vontade. Um anúncio formal de acordo pode ocorrer na manhã de segunda-feira. O membro do Taleban, porém, disse que o grupo se reserva o direito de retaliar, caso seja atacado.Retomar o controle do vale do Swat, um local de fortes atrativos turísticos, seria uma grande vitória para os líderes civis paquistaneses. Porém, os ataques a estrangeiros continuam a mostrar instabilidade no país.Na sexta-feira, os sequestradores do funcionário norte-americano da ONU John Solecki ameaçaram matá-lo em 72 horas. Membros das Nações Unidas disseram hoje que ainda tentavam estabelecer contato com os insurgentes, autointitulados membros da até então desconhecida Frente de Libertação do Baluquistão.O nome do grupo indica uma vinculação com separatistas, mais que com islamitas. Os sequestradores exigem a soltura de 141 mulheres supostamente presas no Paquistão, porém o Ministério de Interior do país negou tais prisões.Em geral, o governo paquistanês evita negociar diretamente com os militantes, usando por exemplo líderes tribais como intermediários. As informações são da Associated Press.

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