Taleban assegura que reféns sul-coreanos estão vivos

Grupo ameaça executar vítimas em caso de ação militar; familiares pedem intervenção dos EUA para impasse

Agências internacionais,

01 de agosto de 2007 | 12h24

O porta-voz do Taleban confirmou que os 21 reféns sul-coreanos mantidos pelo grupo ainda estão vivos. O mais recente prazo imposto pelo Taleban expirou às 4h30 desta quarta-feira (hora de Brasília). O grupo islâmico exige a libertação de 23 radicais detidos pelo governo afegão.  Veja Também Assista ao vídeo Termina prazo do Taleban para troca de reféns sul-coreanos Familiares não acreditam que reféns sul-coreanos sobrevivam Polícia encontra corpo de segundo sul-coreano executado Ahmadi disse mais cedo que se pelo menos oito prisioneiros não fossem libertados pelo governo, mais reféns poderiam morrer. Dois missionários já foram executados pelo grupo desde o início do seqüestro, há 13 dias. Pelo menos dois reféns estariam  gravemente doentes e poderiam morrer. Segundo a Efe, esse número pode chegar a 3 sul-coreanos. Segundo o porta-voz, o Talebam não tem remédios para tratamento. Na última quarta-feira, o corpo do pastor Bae Hyung-kyu, de 42 anos, foi encontrado com diversos tiros de revólver no sudoeste da capital afegã. Shim Sung-min, de 29 anos, foi achado em uma estrada da vila de Arizo Kalley no distrito de Andar, cerca de 10 quilômetros aos oeste da cidade de Ghazni O porta-voz acrescentou que Mullah Omar, um dos líderes da Al-Qaeda, selecionou três membros do grupo para avaliar a situação dos reféns e com poder para ordenar a morte dos sul-coreanos a qualquer momento. Mohammed Yousif Ahmadi ameaçou novamente executar os reféns caso o governo afegão lance uma operação militar de resgate. "Se o governo lançar uma intervenção militar, dirá que não querem resolver esta crise pacificamente e mataremos os reféns". O membro da equipe de mediação, Khowaja Ahmad Sedeqi, negou que o governo tivesse começado um ataque. Apelo internacional Familiares desesperados dos religiosos sul-coreanos seqüestrados pela milícia fundamentalista islâmica Taleban no Afeganistão voltaram a pedir a ajuda dos Estados Unidos na busca por uma solução para o impasse. Segundo eles, uma eventual intervenção americana seria a última esperança de se conseguir a libertação dos 21 reféns ainda nas mãos do Taleban.  Partidos políticos também decidiram enviar uma delegação parlamentar mista aos EUA em busca de cooperação na busca para a crise de reféns iniciada há duas semanas. Na manhã desta quarta, familiares dos reféns estiveram na Embaixada dos EUA em Seul. Depois de uma hora de reunião, eles foram informados que o apelo seria repassado a Washington. Tanto os familiares quanto o governo sul-coreano insistem que práticas internacionais para lidar com seqüestros sejam deixadas de lado em favor da defesa da vida. Na prática, isso consiste em pedir aos EUA que abram uma exceção à política de se recusar a atender a exigências de grupos considerados terroristas. No início do ano, porém, os EUA e outros países criticaram durante o governo afegão por ter soltado cinco taleban detidos em troca da libertação de um jornalista italiano seqüestrado pelo grupo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.