Taleban ataca complexo da ONU em Cabul

Explosões são seguidas por intensa troca de tiros; 1 soldado morreu e 10 ficaram feridos

CABUL, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2013 | 02h05

Militantes do Taleban lançaram ontem um ataque de grande escala contra um complexo da ONU no centro de Cabul, desencadeando explosões e 5 horas de combates contra as forças de segurança. Uma coluna de fumaça pairava sobre o centro da cidade após o ataque, ocorrido oito dias após seis americanos e nove afegãos terem sido mortos na explosão de um carro-bomba em Cabul.

A primeira explosão ocorreu no bairro de Shahr-e-Naw, nas proximidades de um complexo da ONU e da sede da Força de Proteção Pública Afegã, uma agência do governo que dá segurança armada para organizações e empreiteiros estrangeiros.

A polícia isolou a área enquanto a população fugia para um parque próximo. Outras duas fortes explosões foram ouvidas em seguida e a troca de tiros avançou pela tarde. Autoridades locais informaram que pelo menos um policial afegão morreu e dez ficaram feridas durante o ataque. "Como resultado do ataque, quatro funcionários da ONU ficaram feridos", disse o porta-voz da organização, Eduardo del Buey, em Nova York.

Combates. O Taleban assumiu a autoria da ação. O porta-voz do grupo insurgente, Zabihullah Mujahid, disse que o carro-bomba atingiu o que ele afirmou ser um "edifício usado pela CIA".

De acordo com o porta-voz, os militantes entraram no prédio e trocaram tiros com forças de segurança afegãs, apoiadas por tropas especiais norueguesas. Sexta-feira não é dia útil no Afeganistão e a maior parte dos escritórios governamentais está fechada.

Um funcionário da agência de espionagem afegã, a Direção Nacional de Segurança, disse que a primeira explosão quebrou as janelas de um hospital nas proximidades.

A mais recente onda de violência atinge Cabul uma semana depois de um ataque suicida, cujo alvo era um comboio militar estrangeiro, matar 16 pessoas, entre elas 6 cidadãos americanos.

Segundo o grupo insurgente Hezb-e-Islami, que assumiu a autoria do ataque, a ação foi uma reação à recente oferta do presidente afegão, Hamid Karzai, de colocar à disposição dos EUA algumas bases no país. / REUTERS, AFP e AP

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