AP Photo|Naim Rahimi
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Taleban captura distrito remoto em região do Afeganistão abalada por terremoto

Grupo insurgente atacou prédios oficiais no distrito de Darqad, na Província de Takhar; pelo menos quatro policiais e um número ainda não determinado de extremistas morreram no confronto

O Estado de S. Paulo

28 Outubro 2015 | 12h29

CABUL - O Taleban tomou nesta quarta-feira, 28, um distrito de uma região remota atingida pelo terremoto da segunda-feira após um enfrentamento, no qual pelo menos quatro policiais e um número indeterminado de insurgentes morreram e ficaram feridos, disseram fontes oficiais.

Os insurgentes atacaram de quatro pontos diferentes vários edifícios oficiais, entre eles a casa do governador no distrito de Darqad, na Província de Takhar, no nordeste do país e perto da fronteira com o Tajiquistão, disse o porta-voz da Administração Provincial, Sanaullah Temory.

"Hoje, nossas tropas se retiraram do centro do distrito para evitar baixas", disse o porta-voz, ao confirmar a primeira conquista militar do Taleban após o terremoto de 7,5 graus na escala Richter registrado na segunda-feira.

A fonte revelou que pelo menos quatro policiais afegãos morreram e dois ficaram feridos e que os insurgentes também sofreram um "grande número de baixas", mas não ofereceu mais detalhes.

Fontes oficiais tinham alertado que um dos principais problemas para se chegar à população atingida pelo terremoto no noroeste do país era sua localização em áreas com presença de insurgentes.

O porta-voz do Taleban, Zabiullah Mujahid, informou em comunicado que o distrito foi "totalmente capturado". "Doze policiais morreram e muitos outros foram feridos na operação", segundo o extremista, que também assegurou que os insurgentes capturaram veículos da polícia e munição.

O chefe do Conselho Provincial de Takhar, Esmatullah Ourbani, relatou que o governo tinha mandado reforços para reconquistar a cidade e assinalou que a administração está concentrada fundamentalmente nas operações de resgate e ajuda aos atingidos pelo terremoto e que o Taleban se aproveitou disso. / EFE

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